

2026 – Tendências de branding: tecnologia e cultura ao longo do tempo
Uma análise profunda sobre como tecnologia, cultura e comportamento estão remodelando o branding. O futuro das marcas é moldado por jornadas híbridas, significado e presença tecno-humana.
TECNOLOGIAMERCADO
Por Glaucia Cisotto | Trestto
12/5/20254 min read


O branding vive uma transformação profunda. Durante décadas, marcas se apoiaram em identidade visual, campanhas e narrativas unidirecionais. Entretanto, a fusão entre tecnologia acelerada e mudanças culturais intensas reposicionou completamente a forma como consumidores percebem, interagem e decidem entre marcas. Hoje, a experiência é o coração do branding e ela nasce de um ecossistema tecno-humano, onde algoritmos, cultura e propósito coexistem.
À medida que inteligência artificial, automação e interfaces emergentes moldam a jornada do consumidor, cresce também a demanda por autenticidade, propósito vivido e coerência. O que antes era comunicação tornou-se relacionamento, o que antes era promessa tornou-se comportamento. A evolução do branding sob a lente da tecnologia e da cultura, apoiada por referências e tendências como Gartner 2026, 2027, revela como chegamos até aqui e para onde estamos indo.
A evolução do branding, do visual ao vivencial
O branding tradicional tinha foco em símbolos e campanhas. A marca precisava se fazer ver. Com a digitalização, ganhou presença multicanal. Mas, na última década, a tecnologia expandiu este modelo, agora o branding tornou-se uma experiência contínua, vivida em inúmeros microcontatos, muitos dos quais invisíveis aos olhos, mas profundamente ativos na mente.
O avanço de IA, AR, VR e ambientes imersivos ampliou o poder da tecnologia. Ela não apenas facilita interação, mas estrutura a maneira como o consumidor entra na marca. Paralelamente, mudanças culturais exigem que marcas expressem impacto, propósito e verdade. A tecnologia cria possibilidades, a cultura define expectativas.
De mostrar visão a viver valores
Estamos em plena transição, de marcas que comunicam visão para marcas que vivem valores.
A tecnologia acelera expectativas, tornando personalização, velocidade e presença dinâmica elementos básicos. A cultura, por sua vez, filtra aquilo que realmente permanece, autenticidade, impacto, inclusão e propósito.
O uso de IA para personalização de conteúdo torna a comunicação mais relevante, mas também exige níveis cada vez maiores de transparência. Neste novo cenário, confiança é a moeda mais valiosa.
Insights Gartner 2026, 2027, o futuro do branding tecno-humano
Gartner apontam uma convergência clara, comportamento, cultura e tecnologia estão empurrando o branding para uma nova lógica, marcas precisam operar como organismos híbridos, combinando eficiência tecnológica com significado humano.
Cultura e consumidor
Líderes de marketing enfrentam queda de performance em campanhas, e a solução está na adoção de estratégias customer first.
A cultura contemporânea valoriza autenticidade, impacto e bem-estar, ou seja, marcas mais humanas e menos mecânicas.
Experiência e jornada
Assistentes de IA e automação inteligente redefinem o relacionamento com o cliente.
A personalização situacional deixa de ser diferencial e se torna padrão.
A jornada deixa de ser linear e torna-se distribuída, multicanal e híbrida, com interações acontecendo entre pessoas e sistemas, entre emoção e algoritmo.
Tecnologia que molda identidade
As tendências tecnológicas de 2026 indicam que a IA deixa de ser experimental e se torna infraestrutura emocional das marcas.
Agentes de IA passam a representá-las diretamente, exigindo que a identidade seja coerente tanto no humano quanto no digital.
A marca agora precisa existir em múltiplas presenças, pessoas, voicebots, chatbots, avatares e outros.
O desafio tecno-humano, confiança, ética e sentido
Vivemos a chamada recessão de confiança, consumidores frustrados com experiências digitais frias ou impessoais. Embora empresas acelerem a adoção de IA, a confiança do público cresce num ritmo mais lento. Surge o desafio central do branding moderno, tecnologia deve amplificar humanidade, não substituí-la.
A identidade das marcas torna-se híbrida.
A coerência precisa aparecer tanto na fala do colaborador quanto na resposta de um chatbot.
A ética deixa de ser acessório e se torna estrutura.
O sentido, dimensão central da experiência humana, torna-se diferencial estratégico.
Consumidores preferem marcas que elevem, inspirem, cuidem e ofereçam significado.
O futuro do branding é tecno-humano
O branding mudou porque o mundo mudou.
A corrida tecnológica acelerou possibilidades, enquanto a evolução cultural ampliou expectativas humanas.
A experiência tecno-humana surge como resposta natural a este encontro, um modelo em que tecnologia cria eficiência e possibilidades, enquanto a humanidade adiciona propósito, emoção e significado.
As marcas que prosperarão entre 2026 e 2027 serão aquelas que entenderem que,
não basta ser digital, é preciso ser humana no digital, tecnologia deve viver valores, experiências precisam fazer sentido.
No fim, o futuro do branding não é tecnológico.
É tecno-humano.






