

Imagem coneceito reproduzida pela InfoDot
A estratégia da Starlink com a Vivo para expandir a telefonia móvel sem necessidade de antenas
Tecnologia Direct-to-Device permite que smartphones 4G e 5G mantenham serviços de comunicação básica e localização em áreas remotas por meio de satélites de órbita baixa sem custos adicionais.
INFRAESTRUTURAACESSIBILIDADETECNOLOGIA
Por Redação InfoDot
10/27/20262 min read
A operadora Vivo lançou o serviço Vivo Satélite, desenvolvido em parceria com a Starlink, subsidiária de satélites da SpaceX, com o objetivo de conectar smartphones diretamente à sua constelação de órbita baixa em locais onde não há cobertura de infraestrutura terrestre. A solução fundamenta-se na tecnologia Direct-to-Device (D2D), na qual os satélites atuam como estações rádio-base no espaço, viabilizando o envio de mensagens de texto e áudio, o compartilhamento de localização, o uso de navegação por mapas e o contato com a central de atendimento da empresa sem a exigência de antenas externas ou modems dedicados. A oferta inicial opera sem cobrança adicional e sem consumo da franquia mensal de dados para clientes de planos elegíveis.
A operação do sistema exige que os usuários disponham de smartphones compatíveis com redes 4G ou 5G, utilizando chips físicos atualizados ou eSIM, com o recurso de roaming de dados ativado e o sistema operacional atualizado. Por se tratar de uma transmissão via rádio de longa distância a partir do espaço, a tecnologia requer visão desobstruída do céu, sendo suscetível a bloqueios provocados por teto de veículos, edificações urbanas ou vegetação densa. Aplicações de alta demanda de dados, como chamadas de vídeo e navegação irrestrita na internet, permanecem fora do escopo técnico do serviço nesta etapa.
Sob a perspectiva regulatória, o serviço é comercializado no âmbito de um ambiente experimental aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cujo prazo de autorização estende-se até 22 de abril de 2029. O uso das frequências ocorre em caráter secundário, sem prioridade de proteção contra interferências em relação às redes primárias. A iniciativa integra um movimento mais amplo da SpaceX para testar modelos de operação móvel integrados a frequências terrestres, a exemplo dos investimentos de US$ 8 bilhões realizados na faixa de 800 MHz nos Estados Unidos.
A integração entre satélites e dispositivos móveis convencionais estabelece um novo patamar de segurança e conectividade para atividades agropecuárias, logística e turismo em regiões isoladas.






