A integração entre inteligência emocional e alfabetização tecnológica no currículo escolar

Instituições de ensino começam a adaptar seus currículos para alinhar a adoção de ferramentas automatizadas ao desenvolvimento de capacidades comportamentais exigidas pelas corporações.

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Por Redação InfoDot

7/23/20261 min read

A reconfiguração das rotas comerciais globais exige rápida adaptação das economias emergentes diante de barreiras alfandegárias fixadas por potências mundiais. Os dados mais recentes da Amcham Brasil ilustram perfeitamente essa dinâmica corporativa, apontando que os embarques nacionais direcionados aos Estados Unidos amargaram um declínio de 13% na primeira metade de 2026.

Somando 17,4 bilhões de dólares, o volume comercializado representa o piso da série estatística inaugurada em 1997. A política restritiva implementada pela administração de Donald Trump desponta como principal motivador dessa retração mercadológica. Uma taxa inédita de 25% entrou em vigor recentemente, conforme deliberação da Casa Branca baseada em apurações da agência representativa de comércio exterior americano, USTR.

Itens submetidos a essas barreiras governamentais contabilizaram o maior declínio, encolhendo 16,6% durante o semestre analisado. Bens livres das sobretaxas também sofreram redução comercial, porém em menor escala, registrando baixa de 8,7%. Embora aproximadamente 60% da cesta de exportações do país permaneça protegida pelas exceções tarifárias, uma parcela considerável de itens industrializados passou a recolher o novo imposto.

O café não torrado liderou as perdas com um tombo de 34,8%, acompanhado de perto pelo petróleo bruto, que cedeu 30,4%. Semiacabados de ferro ou aço registraram retração de 21,7%, enquanto as remessas de celulose e ferro-gusa diminuíram 9,4% e 1,2%, respectivamente. Consequentemente, a fatia do mercado americano no total exportado pelo Brasil recuou para a mínima histórica de 9,4%.

Movimentos contrários foram observados em corporações específicas que conseguiram expandir suas operações no território americano. A comercialização de carne bovina saltou 41%, seguida pelo avanço de 32,9% nos embarques de aeronaves. Equipamentos de engenharia, maquinários geradores de energia elétrica e óleos combustíveis também cresceram, assinalando elevações de 23,8%, 16% e 13,7%.

Dinâmicas favoráveis impulsionaram o desempenho produtivo do país em outras regiões do globo, resultando no crescimento geral de 11,5% nas remessas internacionais. A demanda asiática teve papel determinante, com a China ampliando suas aquisições em 21,9%. O mercado da União Europeia acompanhou a tendência positiva e expandiu as importações em 12,8%.

O fluxo de compras provenientes do mercado americano também apresentou retração de 12,5% na mesma base comparativa. Uma drástica redução de 76% nas aquisições de máquinas e motores liderou a queda das importações estrangeiras. Encomendas de aeronaves e peças complementaram o cenário negativo ao registrar baixa de 14,6%. Todo o intercâmbio comercial entre ambas as nações totalizou 36,4 bilhões de dólares entre janeiro e junho, marcando uma redução anual de 12,8%.

Estatísticas isoladas do mês de junho indicaram uma leve melhora no balanço bilateral. Os envios para o parceiro norte-americano avançaram 3,7% em valor, encerrando uma sequência de dez meses seguidos de retração. Abrão Neto, principal executivo da Amcham Brasil, destacou a urgência de resoluções concretas. "O primeiro semestre confirma que o comércio bilateral atravessa um período de forte pressão e reforça a necessidade de um acordo que evite a aplicação de novas tarifas", declarou o presidente da instituição.

A mitigação de perdas logísticas e financeiras dependerá da capacidade do setor produtivo de diversificar parceiros globais e estruturar resoluções diplomáticas ágeis frente ao protecionismo internacional.

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