A perigosa ascensão dos deepfakes que fazem qualquer um cair em armadilhas online

Uma análise sobre o crescimento alarmante dos deepfakes e como eles confundem até usuários experientes, ampliando golpes cada vez mais difíceis de identificar.

ECONOMIAMERCADO

Por Redação InfoDot

11/30/20252 min read

A explosão recente das falsificações digitais expõe um problema global, nossa confiança na própria percepção já não basta para enfrentar golpes cada vez mais elaborados. Um levantamento da McAfee dá a dimensão do estrago ao mostrar que 46% dos estadunidenses encontraram algum tipo de fraude alimentada por IA durante compras online, enquanto 39% afirmam que vídeos de deepfake estão mais complexos e difíceis de notar. Em períodos de festas, o impacto é ainda maior, um em cada cinco estadunidenses já foi vítima, perdendo em média US$ 840, algo em torno de R$ 4.500.

O estudo da empresa revela uma contradição que favorece os golpistas. Embora 38% dos entrevistados acreditem conseguir identificar fraudes, 22% admitiram ter caído em um golpe. O dado mais alarmante está no salto dos deepfakes, que cresceram 1.740% nos Estados Unidos desde o último ano.

Casos recentes ajudam a ilustrar como essas manipulações se tornaram ferramentas centrais do crime digital. Em 2024, golpistas usaram um deepfake da cantora Taylor Swift em um vídeo que anunciava a suposta distribuição gratuita de panelas Le Creuset, produto que realmente faz parte do universo da artista e que desperta o interesse de seus fãs. A falsa campanha redirecionava o público para páginas que imitavam sites oficiais, com URLs quase idênticas aos originais, método clássico de phishing.

Esses conteúdos falsificados costumam levar a páginas de login, formulários de pagamento e perfis sociais montados apenas para enganar. Diante de anúncios que parecem legítimos, mas que foram criados com deepfakes ou IA generativa, a distinção entre real e falso se torna mínima.

A orientação mais eficaz é agir com desconfiança metódica. Ao se deparar com ofertas de desconto ou doações, o ideal é evitar cliques e buscar diretamente o site da marca. Verificar o histórico de postagens do perfil que anuncia a promoção também ajuda, já que contas falsas costumam ter poucos vídeos ou publicações.

Outro sinal frequente é a pressa. Textos que incentivam urgência favorecem decisões impulsivas e reduzem a chance de perceber detalhes discrepantes. Além disso, anúncios envolvendo celebridades exigem atenção redobrada. Se algo soa generoso demais ou vantajoso demais, a probabilidade de fraude é elevada.

Em tempos de inteligência artificial avançada, proteger-se é, acima de tudo, aprender a duvidar.

A verdade continua sendo a melhor ferramenta contra ilusões digitais.

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