Achou que só a velocidade importava? Câmeras agora enxergam muito mais

A fiscalização de trânsito no Brasil evolui com o uso de inteligência artificial, capaz de identificar infrações além do excesso de velocidade, como o não uso do cinto de segurança e uso do celular.

TECNOLOGIAINTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Por Redação InfoDot

1/22/20262 min read

Há momentos em que a tecnologia avança de forma silenciosa, alterando hábitos antes considerados seguros pela repetição. No trânsito, esse salto já aconteceu e começa a impactar diretamente a rotina de quem dirige. A fiscalização eletrônica deixou de ser restrita à velocidade e passou a observar o comportamento do condutor com muito mais precisão.

Em várias regiões do Brasil, equipamentos tradicionalmente associados ao controle de velocidade agora operam em conjunto com câmeras de videomonitoramento dotadas de inteligência artificial. Esses sistemas conseguem reconhecer infrações como o uso de celular ao volante e a ausência do cinto de segurança, ampliando o alcance da fiscalização automática.

Enquanto os radares convencionais seguem programados para registrar excesso de velocidade e avanço de sinal vermelho, os dispositivos integrados à IA analisam imagens captadas em alta definição. A tecnologia interpreta os registros visuais e identifica padrões de comportamento que caracterizam outras irregularidades previstas na legislação.

A base legal para esse tipo de autuação está na Resolução 909/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A norma autoriza o uso de sistemas de videomonitoramento para aplicação de multas, desde que as imagens permitam a verificação clara da infração. Posicionadas em locais estratégicos, as câmeras conseguem captar detalhes mesmo quando os veículos trafegam a mais de 200 km/h.

Os equipamentos utilizados nesse modelo de fiscalização operam com recursos que minimizam interferências como reflexos, sombras ou baixa iluminação. Após a captura, a inteligência artificial faz a triagem inicial das imagens em tempo real. Havendo indício de irregularidade, a análise final fica a cargo de agentes humanos, responsáveis por confirmar a infração antes da autuação.

No caso específico do cinto de segurança, o Código de Trânsito Brasileiro classifica a conduta como infração grave. Quem dirige ou transporta passageiro sem o dispositivo está sujeito à retenção do veículo até a regularização, além de multa no valor de R$ 195,23 e a inclusão de 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Em um cenário cada vez mais automatizado, dirigir exige atenção não apenas à via, mas também às regras que a tecnologia agora consegue enxergar com clareza implacável.

A evolução dos sistemas de controle reforça que, no trânsito moderno, a responsabilidade continua sendo o principal dispositivo de segurança.

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