Imagem: Meta/Divulgação

Agora os pais podem ver o que filhos conversam com a IA da Meta

Ferramenta chegou ao Brasil e outros países, amplia recursos de supervisão parental e surge em meio ao avanço de pressões regulatórias sobre plataformas digitais.

TECNOLOGIAINTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Por Redação InfoDot

4/29/20263 min read

Em ambientes digitais cada vez mais presentes na rotina familiar, proteção e autonomia precisam encontrar equilíbrio. À medida que novas tecnologias entram no cotidiano dos jovens, cresce também a demanda por mecanismos de acompanhamento. Nesse cenário, a Meta passou a oferecer uma ferramenta que permite aos pais monitorar conversas entre adolescentes e a Meta AI, chatbot da companhia.

O novo recurso aparece na aba “Insights”, disponível nos aplicativos Facebook, Messenger e Instagram para responsáveis que aderem à supervisão de contas de adolescentes. Dentro da opção “Interações com a IA”, ficam listados todos os temas discutidos nos últimos sete dias, acompanhados de subtópicos relacionados a cada assunto.

Segundo a empresa, já existia uma funcionalidade que alerta pais e responsáveis quando filhos tratam de temas como suicídio e autoflagelação, mecanismo que segue em aprimoramento. Com a nova etapa, torna-se possível acompanhar todas as interações, incluindo assuntos ligados a escola, entretenimento e estilo de vida, viagens, saúde e bem-estar.

A atualização já está disponível na Austrália, no Brasil, no Canadá, nos Estados Unidos e no Reino Unido. A expectativa informada pela companhia é de expansão global em breve.

No Instagram, a Meta já oferece supervisão de contas de adolescentes por meio de um vínculo entre dispositivos. De acordo com a bigtech, a ferramenta atende usuários entre 13 e 17 anos de idade.

Entre os objetivos anunciados estão reforçar a segurança dos jovens e filtrar conteúdos considerados impróprios dentro da plataforma. A lista de recursos inclui proibição de transmissões ao vivo, modo de descanso entre 22h e 7h, além de dupla proteção nas mensagens diretas.

O avanço dessas medidas ocorre em um contexto de maior pressão regulatória em diferentes países. Governos e autoridades vêm responsabilizando plataformas por conteúdo impróprio e falso, manutenção de vícios e baixa fiscalização na coleta de dados pessoais.

No Brasil, por exemplo, foi sancionado o ECA Digital em março deste ano, prevendo uma série de obrigações para bigtechs, e-commerce, plataformas de jogos e streaming.

Alguns países adotaram medidas mais rígidas. A Austrália proibiu o uso de redes sociais por menores de idade.

Já no Novo México, EUA, a Meta foi condenada a pagar US$ 375 milhões em multas por falhar no bloqueio de exploração sexual de crianças em seus aplicativos, além de se envolver deliberadamente em práticas comerciais injustas e enganosas.

Paralelamente, a empresa de Zuckerberg e o Youtube enfrentavam o tribunal em Los Angeles, acusados de criar intencionalmente recursos viciantes e prejudiciais a saúde de jovens. Ambas foram consideradas culpadas.

Quando inovação e responsabilidade caminham juntas, a tecnologia se torna mais segura para quem ainda está aprendendo a usá-la.

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