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Anticoncepcional masculino experimental oferece proteção entre seis e oito horas sem afetar fertilidade futura
Fármaco não hormonal em desenvolvimento na Universidade de Cornell atua na inibição de enzima essencial para a mobilidade dos espermatozoides e inicia testes clínicos em humanos nos Estados Unidos.
SAÚDETECNOLOGIA
Por Redação InfoDot
10/30/20262 min read
Pesquisadores do Weill Cornell Medicine, vinculado à Universidade de Cornell em Nova York, desenvolveram um método contraceptivo masculino não hormonal concebido para administração pontual antes do ato sexual. A formulação requer ingestão 30 minutos antes da relação e assegura eficácia contraceptiva por um período de seis a oito horas. Após esse intervalo, o efeito do fármaco cessa e a capacidade reprodutiva do usuário é restabelecida integralmente. O projeto recebeu um aporte de US$ 8,2 milhões concedido pelo Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (NICHD) para viabilizar o avanço dos ensaios clínicos em seres humanos.
Diferentemente das alternativas hormonais femininas tradicionais, o mecanismo de ação fundamenta-se na inibição da enzima adenilato ciclase solúvel (sAC). Em testes pré-clínicos realizados com modelos murinos, a substância demonstrou capacidade de paralisar instantaneamente a mobilidade dos espermatozoides, efeito que se projeta equivalente para os gametas humanos. Os cientistas sintetizaram uma molécula com elevada afinidade de ligação ao alvo biológico, mantendo-se fixa e ativa no sistema reprodutor mesmo após a ejaculação dentro da janela temporal prevista.
O composto entra na Fase 1 de ensaios clínicos em voluntários hígidos nos Estados Unidos, etapa destinada à avaliação de segurança e comparabilidade com grupos placebo. Atualmente, o órgão regulatório norte-americano (FDA) não possui contraceptivos masculinos farmacológicos aprovados para comercialização, embora existam outras pesquisas em andamento envolvendo comprimidos de uso diário, géis e injeções de longa duração. Levantamentos associados ao estudo indicam receptividade ao método por parte de 50% dos homens nos Estados Unidos e 75% no âmbito global, destacando-se a preferência por soluções reversíveis de curta duração.
A ampliação das opções contraceptivas masculinas representa um avanço na divisão de responsabilidades no planejamento familiar, sem substituir o uso de preservativos para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.






