

Black Friday 2025: dados revelam os golpes que mais fazem vítimas no Brasil
Os golpes mais recorrentes da Black Friday seguem um padrão que se repete ano após ano, mesmo com o avanço da tecnologia e das medidas de segurança.
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Por Redação InfoDot
11/26/20253 min read
Refletir sobre o comportamento do consumidor em datas promocionais ajuda a entender por que tantos golpes prosperam. O impulso por oportunidades e a pressa típica desse período criam condições perfeitas para criminosos que se aproveitam de brechas conhecidas. É exatamente esse cenário que volta a se desenhar para a Black Friday de 2025, reforçando o alerta emitido pela OLX com base nos prejuízos registrados em 2024, que chegaram a 1,9 milhão de reais.
Com cerca de 20 milhões de contas abertas na plataforma, a empresa identificou que os fraudadores mantêm foco nos produtos mais desejados do mercado, especialmente celulares e videogames. Segundo o levantamento, a invasão de conta permanece como o golpe mais recorrente, representando 52 por cento das ocorrências. Logo atrás aparecem o falso pagamento, com 26 por cento, seguido dos anúncios falsos, com 15 por cento, e da coleta de dados, com 7 por cento.
Entre as categorias mais afetadas, os smartphones concentram 32 por cento das fraudes. Dentro desse grupo, os iPhones permanecem no topo, respondendo por 26 por cento do total de golpes e por 78 por cento das ocorrências específicas relacionadas a celulares. Os videogames também figuram entre os equipamentos mais atacados, os consoles PlayStation representam 20 por cento do total de registros e 70 por cento das fraudes da categoria.
A lógica da invasão de contas é simples e perigosa. Criminosos utilizam combinações de e-mails e senhas vazadas na internet para testar logins e, quando conseguem acesso, publicam anúncios falsos ou tentam aplicar o golpe do falso pagamento. Para reduzir riscos, especialistas reforçam medidas como criação de senhas fortes e diferentes para cada serviço e o acompanhamento frequente de alertas de login, movimentações em cartões e carteiras digitais.
O falso pagamento, que cresce na mesma proporção das transações digitais, se baseia no envio de comprovantes manipulados ao vendedor. Para evitar prejuízos, a recomendação é clara, só entregar o produto depois de confirmar o crédito diretamente no banco, na carteira digital ou na plataforma utilizada, evitando confiar apenas no comprovante apresentado pelo suposto comprador.
Já o anúncio falso tenta seduzir consumidores com ofertas muito abaixo do valor de mercado e forçar pagamentos antecipados ou o repasse de dados pessoais. A orientação é permanecer dentro dos canais oficiais de comunicação das plataformas e desconfiar de qualquer negociação com preços irreais. Caso o encontro presencial seja inevitável, o ideal é optar por locais públicos e, se possível, ir acompanhado.
Em um ambiente onde as oportunidades parecem urgentes, a atenção continua sendo a melhor proteção.
Nenhuma pressa vale mais do que a segurança.






