BNDES aprova R$ 6,4 bilhões para biocombustíveis e registra maior volume da história

olume aprovado supera o pico anterior registrado em 2010 e reforça a retomada do apoio à energia renovável no país.

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Por Redação InfoDot

1/16/20263 min read

Quando o financiamento público se alinha a objetivos ambientais e produtivos, os números passam a revelar escolhas estratégicas. No campo da energia limpa, esses sinais ganham ainda mais peso. Em 2025, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou um patamar inédito ao aprovar R$ 6,4 bilhões em crédito voltado à produção de biocombustíveis.

O montante registrado no ano passado superou o recorde anterior da instituição, alcançado em 2010, quando foram liberados R$ 4,8 bilhões para projetos com a mesma finalidade. Até então, aquele havia sido o maior volume já aprovado pelo Banco para o setor.

A trajetória recente começou a mudar a partir de 2023, quando o BNDES retomou de forma mais consistente o apoio à cadeia de biocombustíveis no Brasil. Desde então, os financiamentos contemplaram iniciativas diversificadas, incluindo etanol produzido a partir de milho e trigo, além de projetos de biometano. Nos últimos três anos, as aprovações somaram R$ 13,3 bilhões, valor 204% superior ao registrado nos quatro anos imediatamente anteriores.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a decisão de reforçar esse tipo de financiamento está diretamente ligada à agenda climática e ao posicionamento estratégico do país. “O atual retomou o apoio à produção de biocombustíveis no país a partir de 2023 porque representa um passo estratégico do Brasil no enfrentamento às mudanças climáticas. Ao financiar energia limpa e renovável, o BNDES fortalece a indústria nacional, contribui com a redução das emissões e consolida o país como protagonista da transição energética justa e sustentável”, afirma.

Na avaliação do chefe do Departamento do Complexo Agroalimentar e de Biocombustíveis do Banco, Mauro Mattoso, os impactos positivos ultrapassam a esfera ambiental e alcançam diretamente a economia regional. “Porque boa parte do etanol produzido vem do milho, por exemplo. Uma parte também vem do trigo. Então você agrega valor a um grão que seria em alguns casos apenas exportado; gera uma indústria, que gera emprego e renda no local de sua produção, ajudando o agricultor e a população local”, explica.

Mattoso também destaca a relevância do biometano nesse contexto. “Além disso, também há a produção do biometano, feito a partir de resíduos agroindustriais ou até de centros urbanos.” Segundo ele, esse conjunto de iniciativas contribui para ampliar o aproveitamento de recursos, estimular cadeias produtivas locais e fortalecer o papel dos biocombustíveis na matriz energética brasileira.

Ao transformar crédito em política de desenvolvimento, o país reforça que a transição energética também passa por decisões econômicas consistentes.

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