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Brasil se mantém em 72º no ranking global de igualdade de gênero do Fórum Econômico Mundial
Com 71,5% de paridade, país mantém posição entre 145 economias enquanto avanço político de longo prazo contrasta com desafios no mercado de trabalho e na liderança executiva.
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Por Redação InfoDot
9/18/20262 min read
O Brasil manteve a 72ª colocação entre 145 economias no Global Gender Gap Report, levantamento sobre igualdade de gênero produzido pelo Fórum Econômico Mundial. O relatório aponta que o país obteve índice de 71,5% de paridade geral, registrando oscilação negativa de 0,4 ponto percentual em comparação com o levantamento anterior. O indicador mede o percurso necessário para atingir a equidade plena entre homens e mulheres em quatro pilares fundamentais: empoderamento político, participação e oportunidade econômica, realização educacional, e saúde e sobrevivência. Em âmbito global, a entidade projeta que a paridade total entre os gêneros exigirá 120 anos caso o ritmo atual de transformações não seja acelerado.
No acumulado de duas décadas da pesquisa, o recorte de empoderamento político representou o maior avanço estrutural do país, registrando alta de 15,8 pontos percentuais desde 2006. A proporção de mulheres eleitas em casas legislativas dobrou no período, subindo de 9,4% para 20,7%, enquanto a representação em ministérios passou de 12,9% para 40,9%, embora este último indicador tenha apresentado recuo de 2,1 pontos na comparação anual. No pilar de realização educacional, o Brasil preservou a paridade completa (100%) pelo segundo ano consecutivo, impulsionado pela universalização da matrícula no ensino básico. Na dimensão de saúde e sobrevivência, o índice atingiu 97,7%, enquanto a participação e oportunidade econômica alcançou 66,6%, sustentada pelo aumento da renda estimada feminina (62,2%) e pela ocupação de cargos gerenciais e legislativos (66%).
A análise global do levantamento adverte para a persistência de gargalos na liderança corporativa e no setor de tecnologia. Dados produzidos em parceria com o LinkedIn revelam que a presença feminina no mercado de trabalho geral é de 41,8%, mas cai para 29,6% em posições de alta gestão e para 23% no nível executivo (C-Level). Mundialmente, as mulheres ocupam 19,1% dos cargos de CEO e menos de 20% das posições de diretoria de tecnologia (CIO). No ranking geral, a Islândia permaneceu na liderança global pelo 17º ano consecutivo ao atingir 90% de paridade, seguida por Finlândia (87,2%) e Noruega (85,7%). A América Latina e o Caribe figuram na terceira posição regional com 74,5% de paridade, estimando-se um prazo de 60 anos para fechar a lacuna na região.






