

Brasil surpreende e dispara no ranking mundial de inteligência artificial
O avanço brasileiro em inteligência artificial ganhou força em 2025, segundo novo levantamento internacional da Universidade de Stanford.
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Por Redação InfoDot
11/28/20253 min read
Refletir sobre tecnologia costuma nos levar à pergunta essencial, o que permite que um país ganhe relevância num campo tão competitivo quanto a inteligência artificial? No caso brasileiro, a resposta recente veio do Índice de Vibração de IA da Universidade de Stanford, que registrou uma evolução incomum. O Brasil, antes quase no fim da lista, deixou a 35ª posição entre 36 avaliados e assumiu o 16º lugar na edição mais recente da ferramenta Global AI Vibrancy Tool.
O estudo analisa 42 indicadores divididos em oito grandes grupos, que vão desde a formação profissional até políticas de governança, passando por percepção pública e intensidade de produção científica. Embora ainda distante dos líderes globais, Estados Unidos, China, Reino Unido e Índia, o país apresentou melhora consistente em métricas centrais ao desenvolvimento de um ecossistema de IA. No total, a avaliação nacional passou a 12,74 pontos, quase o dobro da pontuação anterior, enquanto os EUA seguem na ponta com 78,6.
Um dos impulsos mais significativos veio do pilar de talento. A posição brasileira, antes fixada no 35º lugar, saltou para o 12º. A mudança se baseia em dados do LinkedIn e da Lightcast, que medem a presença de habilidades em IA entre trabalhadores, o ritmo de contratações, a densidade de especialistas e a fatia de vagas que exigem competências ligadas à tecnologia. O avanço combina maior qualificação da força de trabalho, ampliação da procura por profissionais especializados e menor perda de talentos para outros países. O relatório também identificou crescimento leve na presença feminina nesse campo.
Outro aspecto determinante foi o desempenho do país em IA responsável. Nessa frente, o Brasil deixou o 30º posto e alcançou a 14ª posição, apoiado no aumento da produção acadêmica sobre privacidade, governança de dados, explicabilidade, transparência, segurança e justiça algorítmica. Stanford cita ainda o volume crescente de pesquisas aprovadas em conferências de relevância global como AAAI, AIES, FAccT, ICLR, ICML e NeurIPS, o que indica maior participação brasileira no debate internacional de ética e governança da tecnologia.
A percepção pública também virou um diferencial. O país, que antes aparecia no 34º lugar, subiu para a 6ª posição. O indicador mede o saldo entre menções favoráveis e negativas à IA e aponta que o público brasileiro passou a demonstrar entusiasmo maior, influenciado pela popularização de ferramentas generativas, pela presença mais visível de startups especializadas e pelo fortalecimento de iniciativas governamentais de digitalização.
Apesar do salto expressivo, alguns pilares continuam abaixo do necessário, especialmente infraestrutura, economia da IA e políticas nacionais de longo prazo, fatores que ainda impedem o Brasil de competir em igualdade com as maiores potências tecnológicas.
Em meio ao crescimento rápido da IA no mundo, a trajetória brasileira mostra que progresso exige continuidade, visão estratégica e compromisso com responsabilidade.








