

Empresas afetadas por tarifas dos EUA já podem solicitar crédito com regras ampliadas do BNDES
Empresas que enfrentam impactos externos costumam precisar de respostas rápidas para preservar investimentos, empregos e competitividade. Em momentos de instabilidade no comércio internacional, mecanismos de apoio financeiro ganham papel estratégico para manter a atividade econômica.
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Por Redação InfoDot
6/8/20262 min read
A partir desta segunda-feira (8), empresas prejudicadas pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos passam a contar com condições mais flexíveis para acessar os recursos do Plano Brasil Soberano. A iniciativa do governo federal foi criada para auxiliar segmentos afetados por choques externos e agora amplia o número de companhias aptas a solicitar financiamento junto ao BNDES.
A principal alteração promovida no programa envolve o critério relacionado à perda de faturamento. Antes, as empresas precisavam demonstrar redução mínima de 5% nas receitas em decorrência das medidas adotadas pelo governo de Donald Trump em abril de 2025. Com a mudança, esse percentual caiu para 1%.
Na prática, a flexibilização permite que negócios que sofreram impactos menores, mas ainda relevantes para suas operações, também possam buscar apoio financeiro por meio das linhas disponibilizadas pelo banco de fomento.
O Plano Brasil Soberano reúne mais de R$ 15 bilhões destinados ao fortalecimento das atividades ligadas ao comércio exterior. Os recursos podem ser utilizados em capital de giro, ampliação da capacidade produtiva, compra de equipamentos e iniciativas voltadas à inovação tecnológica.
Além das empresas diretamente afetadas pelas tarifas norte-americanas, as novas regras alcançam exportadores da indústria e fornecedores que mantêm relações comerciais com países do Oriente Médio. Entre os mercados contemplados estão Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã.
Para esse grupo, o requisito também foi reduzido. As companhias deverão comprovar que ao menos 1% de seu faturamento foi impactado por exportações destinadas a esses mercados entre janeiro e dezembro de 2025.
A criação do programa ocorreu após a implementação de tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo o governo, esses fatores passaram a gerar efeitos sobre diferentes cadeias produtivas vinculadas ao comércio internacional.
Empresas interessadas em contratar as linhas de crédito devem realizar a verificação de elegibilidade por meio da plataforma disponibilizada pelo BNDES. Já os pedidos de financiamento acima de R$ 50 milhões podem ser encaminhados diretamente à instituição.
De acordo com o governo federal, a intenção é acelerar o acesso aos recursos e ampliar a capacidade de reação das empresas diante de um ambiente internacional marcado por disputas comerciais e pelo aumento dos riscos geopolíticos.






