

Fintech demite cerca de 400 funcionários e justifica ação como ajuste operacional
A redução atinge cerca de 3% da força de trabalho da companhia e gera embate jurídico com o SINDPD-SP devido ao período de negociações coletivas.
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Por Redação InfoDot
3/13/20262 min read
A fintech Stone demitiu quase 400 funcionários, sendo a maior parte ligada à área de tecnologia da informação. Trabalhadores dispensados afirmam que a empresa estaria substituindo pessoas por sistemas de Inteligência Artificial com o objetivo de reduzir custos.
A companhia, que recentemente vendeu a Linx para a TOTVS, confirmou as demissões e afirmou que a medida faz parte de um “ajuste de operação”. Segundo a empresa, os desligamentos representam cerca de 3% do total de funcionários.
O Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (SINDPD-SP) criticou a decisão e afirmou que a demissão coletiva ocorreu durante o período de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Para a entidade, a medida é grave, configura prática antissindical e representa desrespeito ao processo de negociação coletiva em andamento.
O sindicato destacou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) já firmou entendimento de que demissões em massa devem ser precedidas de negociação com o sindicato da categoria. Segundo a entidade, ao realizar cortes coletivos durante as negociações do acordo, a empresa afronta não apenas os trabalhadores atingidos, mas também o próprio sistema de relações de trabalho previsto na Constituição.
O SINDPD-SP informou que adotará medidas jurídicas para proteger os trabalhadores. Entre as ações previstas estão o acionamento da empresa na Justiça do Trabalho pela realização de demissão em massa sem negociação prévia e o pedido de reintegração dos funcionários dispensados, diante da alegada prática antissindical durante o processo de negociação.






