

Fotos em redes sociais são usadas em golpes de sequestro virtual, alerta FBI
O uso indevido de conteúdos de redes sociais está no centro de esquemas recentes de extorsão praticados por criminosos virtuais
TECNOLOGIA
Por Redação InfoDot
12/12/20253 min read
A sensação de segurança ao compartilhar momentos online costuma mascarar riscos pouco percebidos. Em meio a essa exposição cotidiana, o FBI emitiu um alerta sobre uma onda de crimes que utiliza fotos e vídeos publicados em redes sociais como parte de golpes de sequestro virtual.
Segundo o órgão de investigação dos Estados Unidos, grupos de cibercriminosos vêm adulterando conteúdos visuais de usuários para montarem cenários falsos usados em abordagens extorsivas. As vítimas passam a receber mensagens de texto nas quais os golpistas afirmam ter capturado um familiar e condicionam a libertação do suposto refém ao pagamento imediato de uma quantia em dinheiro.
Em grande parte dos casos analisados, as imagens coletadas em perfis públicos são modificadas digitalmente para dar aparência de veracidade à história. A manipulação visual é combinada com técnicas de engenharia social para induzir reações rápidas, geralmente provocadas por medo e desespero, que levam a transferências de valores sem a devida verificação.
Paralelamente, o FBI constatou outra frente criminosa baseada em dados verdadeiros. Criminosos monitoram postagens sobre pessoas realmente desaparecidas, recolhem fotografias e informações legítimas disponíveis na internet e utilizam esse material para contactar familiares, exigindo dinheiro em troca de supostos detalhes sobre o paradeiro das vítimas.
Para reforçar o engano do falso rapto virtual, os autores do golpe encaminham imagens e vídeos manipulados como prova de que a pessoa supostamente sequestrada ainda estaria viva. Não é raro que incluam ameaças de violência contra o ente querido quando percebem qualquer resistência ao pagamento solicitado.
Apesar de a agência federal ter identificado inconsistências técnicas entre fotos originais e versões adulteradas, como a ausência de tatuagens ou proporções corporais distorcidas, o impacto emocional das abordagens cria um clima de urgência que reduz a chance de análise racional e favorece atitudes impulsivas em busca de proteger a família.
O FBI não divulgou informações detalhadas sobre investigações específicas envolvendo esses episódios. No entanto, admite se a possibilidade de que parte das adulterações seja realizada com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial.
Embora golpes baseados em sequestros falsos não sejam novidade, o avanço tecnológico vem aumentando a sofisticação das fraudes. Diante desse cenário, a orientação é manter atenção redobrada diante de comunicações inesperadas que invoquem emergência extrema ou pedidos imediatos de dinheiro.
A recomendação principal da agência é tentar estabelecer contato direto com a suposta vítima antes de qualquer ação financeira. Também é essencial evitar a divulgação excessiva de dados pessoais em perfis públicos e desconfiar de solicitações vindas de desconhecidos.
Outra medida defensiva indicada é registrar provas das abordagens fraudulentas, como capturas de tela das mensagens, o que facilita a identificação dos responsáveis no momento da denúncia às autoridades.
Por fim, o FBI alerta para a cautela especial ao compartilhar informações sobre pessoas desaparecidas nas redes sociais, já que esses dados podem ser explorados por grupos criminosos como fonte para novas tentativas de extorsão.
A consciência sobre os riscos da exposição digital é o primeiro passo para reduzir vulnerabilidades no mundo conectado.






