Gigante asiática chega ao Brasil mirando multinacionais e redes com IA
A Singtel, grupo global sediado em Singapura, iniciou suas atividades no Brasil voltadas ao segmento corporativo. A companhia pretende atuar conectando empresas brasileiras e multinacionais ao mercado asiático.
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Por Redação InfoDot
2/6/20262 min read
Mudanças tecnológicas costumam redesenhar fronteiras econômicas e encurtar distâncias comerciais entre continentes. Nesse cenário de integração global cada vez mais acelerada, o mercado brasileiro passa a receber novos players internacionais, como a Singtel, que anunciou nesta semana o início de sua atuação no país.
Com presença consolidada no setor de telecomunicações asiático, a empresa mantém operações em mais de 20 países e reúne uma base superior a 820 milhões de clientes. A chegada ao Brasil representa a estreia da companhia na América Latina e ocorre em um período que a própria organização descreve como de “inflexão digital” no território brasileiro, impulsionado pela expansão da computação em nuvem, inteligência artificial e processos automatizados no ambiente corporativo.
De acordo com a operadora, o cenário nacional tem se destacado pelo desenvolvimento de segmentos estratégicos, entre eles agricultura, mineração, setor financeiro, fintechs e serviços digitais. Esses setores são considerados pela companhia como compatíveis com suas soluções tecnológicas e de conectividade.
O posicionamento da Singtel será direcionado exclusivamente ao mercado B2B, priorizando organizações de grande porte. Inicialmente, a estratégia inclui o atendimento a empresas asiáticas e multinacionais já instaladas no Brasil, além do suporte a companhias brasileiras que utilizam Singapura como porta de entrada para o mercado asiático, incluindo Braskem e Embraer.
Entre os exemplos mencionados pela empresa está a Nestlé, cliente da operadora que passa por um processo de modernização das redes industriais no Brasil com o objetivo de viabilizar a adoção de inteligência artificial. A Singtel também aponta a existência de clientes ligados aos setores logístico e portuário.
A companhia informou que não pretende implantar infraestrutura própria nem disputar espaço diretamente com operadoras brasileiras. O modelo de atuação será baseado na integração de serviços de conectividade, com suporte de parceiros locais e internacionais. Entre essas parcerias estão fornecedores ligados a redes físicas, sistemas de orquestração e soluções de automação.
A chegada de novos agentes globais reforça o papel estratégico da conectividade como elo entre inovação, competitividade e expansão internacional.






