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Grupo Casas Bahia aprova pedido de recuperação judicial após fechamento massivo de unidades
Ajuizamento de medida protetiva no foro de São Paulo busca reorganização passiva sem interromper operações, enquanto reestruturação operacional corta dezenas de pontos físicos e postos de trabalho.
ECONOMIAMERCADO
Por Redação InfoDot
8/17/20262 min read
O equacionamento do endividamento corporativo sob condições macroeconômicas adversas exige das grandes redes varejistas a adoção de instrumentos legais para resguardar a viabilidade operacional e a continuidade dos negócios. O conselho de administração do Grupo Casas Bahia autorizou o ajuizamento de pedido de recuperação judicial, estendido a subsidiárias estratégicas da holding. O requerimento foi protocolado no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível da Comarca de São Paulo, contando com a anuência formal do acionista controlador.
A decisão foi comunicada ao mercado via fato relevante direcionado à Comissão de Valores Mobiliários. No documento, a administração detalha que a degradação da saúde financeira decorre da combinação entre juros altos, encarecimento do crédito, elevação do custo do endividamento e compressão do consumo e da liquidez de caixa. A frustração em concretizar captações alternativas de capital também acelerou a busca pelo amparo judicial.
A lista de empresas do grupo englobadas pela recuperação judicial inclui ASAP Log – Logística e Soluções, ASAP Log, CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística, Cntlog Express Logística e Transporte, Globex Administração e Serviços, Cnova Comércio Eletrônico, Integra Soluções para Varejo Digital, Casas Bahia Tecnologia e a Indústria de Móveis Bartira. Para referendar a medida tomada em caráter emergencial, os acionistas foram convocados para uma Assembleia Geral Extraordinária.
A investida no campo jurídico sucede uma drástica redução da estrutura operacional física do grupo. Recentemente, a companhia encerrou as atividades de 298 pontos de venda e desligou quase 2 mil colaboradores, ações enquadradas como etapa inicial da segunda fase do seu Plano de Transformação. A divulgação dos dados financeiros do segundo trimestre ocorreu no mesmo período, após ter sido postergada em duas ocasiões.
A direção do grupo projeta que a desativação de unidades com desempenho financeiro negativo aumentará a margem de contribuição média do parque de lojas remanescente em 1,4 ponto percentual. Paralelamente, estima-se um incremento de 5 a 6 pontos percentuais na participação das vendas por carnê nos pontos que continuam em funcionamento. A empresa assegura que manterá o atendimento aos clientes em todos os canais de vendas ao longo do processo.






