IA aplicada ao Direito ajuda cliente a vencer disputa judicial no Reino Unido

Caso britânico mostra avanço da inteligência artificial no Direito e levanta dúvidas sobre até onde a tecnologia pode ir dentro dos tribunais.

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Por Redação InfoDot

6/25/20262 min read

A modernização dos sistemas jurídicos vem alterando silenciosamente a forma como disputas legais são conduzidas, especialmente quando tecnologia e advocacia passam a atuar em conjunto em etapas antes totalmente humanas.

No Reino Unido, a empresa Garfield AI esteve envolvida em um processo que resultou em vitória judicial para uma profissional autônoma, em um dos primeiros episódios em que uma estrutura de advocacia baseada em inteligência artificial teve papel central no andamento do caso, conforme reportado pelo Business Insider.

A disputa envolvia Tamires Camal Taquidir, consultora de recursos humanos, que buscava receber aproximadamente 7 mil libras referentes a valores não pagos por um cliente. Após a apresentação de uma reconvenção pela parte adversária, o tribunal decidiu a favor da consultora e rejeitou a contestação apresentada.

“A Garfield tornou possível que eu prosseguisse com a reivindicação e continuasse. Quando a contra-ação foi apresentada, a intenção era me intimidar, mas eu sabia que tinha suporte acessível, econômico e competente. Estou muito satisfeita com o resultado.”, Tamires Camal Taquidir, em relatório do Computer Weekly.

Fundada pelo advogado Philip Young, a Garfield AI atua principalmente em cobranças de pequenas dívidas e utiliza automação para produzir documentos como cartas jurídicas, petições e outros materiais pré-processuais. A audiência em si ainda contou com atuação de um advogado humano.

Com investimento estimado em cerca de 400 libras, a cliente conseguiu dar andamento ao processo que resultou na recuperação de aproximadamente 7.000 libras. A empresa afirma já ter auxiliado centenas de pessoas, oferecendo um modelo mais barato que o sistema jurídico tradicional.

Mesmo com o avanço da automação, a presença humana ainda se mostrou indispensável, já que a sustentação em tribunal, a estratégia jurídica e a revisão dos documentos permaneceram sob responsabilidade de profissionais do Direito.

O episódio evidencia um movimento crescente de integração entre inteligência artificial e serviços jurídicos, sobretudo em ações de menor complexidade, onde custos reduzidos podem determinar se um direito será ou não reivindicado.

A tendência aponta para uma transformação gradual no setor, em que a tecnologia amplia o acesso à Justiça sem eliminar totalmente o papel humano nas decisões legais mais sensíveis.

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