INSS reajusta benefícios em 2026 e eleva teto para R$ 8.4 mil

A atualização anual dos benefícios previdenciários redefine valores pagos, impacta o orçamento de milhões de famílias e reajusta parâmetros que orientam toda a política de seguridade social no país.

POLÍTICAECONOMIA

Por Redação InfoDot

1/12/20263 min read

Neste início de 2026, uma mudança chega para impactar os beneficiários do INSS, conectando inflação, poder de compra e sustentabilidade do sistema.

A partir de 1º de janeiro, segurados que recebem acima do salário mínimo passaram a ter seus benefícios corrigidos em 3,9%. O percentual segue a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, divulgado na sexta-feira, e serve como referência oficial para a atualização desses valores.

Com a aplicação do índice, o limite máximo pago pelo INSS foi elevado para R$ 8.475,55. Antes do reajuste, o teto estava fixado em R$ 8.157,41. A formalização dos novos números deve ocorrer com a publicação no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

O alcance da correção é amplo. Hoje, mais de 12,2 milhões de benefícios previdenciários superam o piso nacional, que em 2026 foi definido em R$ 1.621,00. Todos esses segurados se enquadram no reajuste calculado pelo instituto.

O calendário oficial do INSS prevê que os pagamentos com os valores atualizados comecem a ser creditados a partir de 3 de fevereiro, respeitando a ordem habitual de liberação conforme o número final do benefício.

Além dos valores pagos aos aposentados e pensionistas, as regras de contribuição também sofreram ajustes. Para trabalhadores empregados, domésticos e avulsos, as faixas salariais e alíquotas passaram a considerar o novo teto previdenciário.

As contribuições mensais ficaram distribuídas da seguinte forma: 7,5% para rendimentos de até R$ 1.621,00, 9% para salários entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84, 12% para quem recebe de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27, e 14% para valores que vão de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55.

No cronograma de recolhimento, permanece a lógica tradicional. As contribuições incidentes sobre os salários de janeiro serão pagas em fevereiro, uma vez que, em janeiro, o desconto refere-se ao mês anterior.

O piso dos benefícios previdenciários também foi atualizado. Aposentadorias, auxílio-doença e pensões por morte não podem ter valor inferior a R$ 1.621,00, montante equivalente ao salário mínimo nacional em vigor.

Esse mesmo patamar mínimo alcança as aposentadorias dos aeronautas, o Benefício de Prestação Continuada, o BPC/LOAS, voltado a idosos e pessoas com deficiência em situação de extrema pobreza, além da renda mensal vitalícia.

Em um sistema que equilibra números, direitos e expectativas, cada reajuste revela como decisões econômicas se refletem diretamente na vida cotidiana dos segurados.

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