Menos cliques, mais integração: o que muda no Open Finance com a versão 7.0

Integração e simplicidade têm se tornado pilares centrais na evolução dos serviços financeiros. À medida que sistemas se tornam mais conectados, a experiência do usuário passa a ditar o ritmo das mudanças regulatórias.

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Por Redação InfoDot

4/24/20262 min read

Com esse cenário em vista, o Banco Central anunciou, nesta quarta, 22/4, a versão 7.0 do Manual de Escopo de Dados e Serviços do Open Finance. A atualização substitui completamente a versão 6.0, divulgada em janeiro de 2025, mantendo a base estrutural anterior, mas trazendo ajustes direcionados à evolução dos serviços de pagamento dentro do ecossistema.

Entre as principais mudanças está a introdução de um novo conjunto de dados e exigências voltadas à chamada “jornada otimizada” de iniciação de transação de pagamento. Esse modelo combina a iniciação de pagamentos com o compartilhamento de informações, permitindo maior integração entre instituições e reduzindo etapas ao longo da experiência do usuário.

Na prática, a novidade amplia as funcionalidades do Open Finance ao estabelecer diretrizes mais detalhadas sobre como dados e serviços devem ser organizados nesse tipo de operação. A padronização cria condições para que instituições ofereçam pagamentos iniciados de forma mais fluida, com menor fricção ao longo do processo. A inclusão de um tópico específico sobre o tema sinaliza um direcionamento regulatório para consolidar casos de uso mais avançados, especialmente aqueles que integram dados financeiros com a execução de pagamentos.

O contraste com a versão anterior evidencia essa mudança de foco. A versão 6.0 havia promovido uma ampliação significativa no escopo de dados, incluindo novos campos e categorias. Entre os pontos adicionados estavam informações relacionadas à portabilidade salarial, padronização da identificação de transações conforme a visualização do cliente, além da criação de campos como “data de atualização do saldo” e “justificativa de limite zerado” em cartões de crédito. Também houve expansão para áreas como investimentos, câmbio e diferentes modalidades de pagamento.

Outro aspecto relevante da versão 6.0 foi a retirada da classificação de campos opcionais, tornando obrigatória a implementação de todos os dados previstos no manual. Essa mudança elevou o nível de padronização exigido das instituições participantes.

Diferentemente desse movimento mais amplo de expansão de dados, a versão 7.0 apresenta uma abordagem mais direcionada, concentrando esforços na evolução de um serviço específico. A atualização indica uma transição do Open Finance brasileiro, que sai de uma etapa focada em estruturação e padronização para avançar na melhoria da experiência do usuário e na integração entre serviços financeiros.

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