Mercado de trabalho mantém melhora e taxa de desemprego recua para 5,6%, aponta IBGE
O levantamento da PNAD Contínua mostra redução da desocupação e da subutilização da força de trabalho no trimestre encerrado em maio de 2026.
GOVERNOMERCADO
Por Redação InfoDot
6/29/20263 min read
No mercado de trabalho, pequenos avanços sucessivos ajudam a desenhar um cenário mais consistente de recuperação. Nesse contexto, os dados mais recentes da PNAD Contínua mostram que a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026.
O índice permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, quando havia registrado 5,8%, e apresentou redução frente aos 6,2% observados no mesmo período de 2025. Os números refletem um ambiente de melhora gradual no mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que o nível de ocupação permanece elevado.
Outro indicador que apresentou recuo foi a taxa composta de subutilização da força de trabalho, que caiu para 13,3%. O percentual era de 14,1% no trimestre anterior e de 14,9% um ano antes, indicando diminuição da ociosidade entre os trabalhadores brasileiros.
A população desocupada foi estimada em 6,1 milhões de pessoas. Em comparação com o trimestre anterior, o contingente permaneceu praticamente estável, enquanto, frente aos 6,7 milhões registrados no mesmo período de 2025, houve retração. Na comparação anual, isso representa uma queda de 9,3%, equivalente a 624 mil pessoas deixando a condição de desocupação.
Já a população ocupada alcançou 102,7 milhões de pessoas. O total avançou 0,5% em relação ao trimestre anterior e cresceu 0,8% na comparação anual, reforçando a expansão gradual do emprego no país. O nível de ocupação permaneceu em 58,6%, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado, indicando manutenção da capacidade de absorção de mão de obra em ritmo moderado.
Entre os trabalhadores subutilizados, o total chegou a 15,1 milhões de pessoas, volume 11,3% inferior ao registrado um ano antes. O grupo dos subocupados por insuficiência de horas trabalhou somou 4,1 milhões de pessoas, também apresentando queda no comparativo anual.
A informalidade ficou em 37,3%, percentual ligeiramente inferior ao observado nos trimestres anteriores, indicando uma leve redução da participação do trabalho informal na economia.
No rendimento dos trabalhadores, o valor real habitual alcançou R$ 3.726. O resultado permaneceu estável na comparação trimestral e apresentou crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 377,7 bilhões, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior e registrando alta de 4,8% no comparativo anual.
De acordo com os dados, o aumento da massa de renda acompanha o maior nível de ocupação e os ganhos reais de remuneração, refletindo fortalecimento do poder de consumo das famílias.
Na análise dos setores econômicos, houve expansão da ocupação em transporte e armazenagem, além de administração pública, saúde e educação, enquanto os demais segmentos permaneceram estáveis. No comparativo anual, administração pública, agricultura e transporte concentraram parte do crescimento do emprego, ao passo que os serviços domésticos registraram queda.
A força de trabalho foi estimada em 108,8 milhões de pessoas, apresentando leve crescimento no trimestre e estabilidade em relação ao ano anterior. No setor privado, o número de empregados com carteira assinada chegou a 39,3 milhões. Já os contingentes de trabalhadores sem carteira, autônomos e empregados domésticos permaneceram relativamente estáveis, com exceção deste último grupo, que apresentou retração na comparação anual.
Os resultados da PNAD Contínua mostram um mercado de trabalho em processo de consolidação, marcado pela redução gradual do desemprego e da subutilização, embora diversas modalidades de ocupação ainda apresentem estabilidade.






