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Novembro Azul alerta para a importância do diagnóstico precoce diante do avanço de mortes por câncer de próstata

Assintomático nas fases iniciais, o câncer de próstata exige rastreio preventivo periódico a partir dos 45 ou 50 anos para assegurar elevadas taxas de cura e conter a escalada da doença no país.

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Por Redação InfoDot

11/3/20262 min read

O Brasil registrou cerca de 18 mil e quinhentas mortes decorrentes do câncer de próstata em 2025, volume que corresponde a uma média diária de 50 óbitos, segundo dados do Ministério da Saúde compilados pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O indicador representa um crescimento de 20% em relação ao total computado dez anos antes, quando o país contabilizou 15,4 mil vítimas fatais. No acumulado de 2017 a setembro de 2026, as mortes causadas pela doença ultrapassam a marca de 160 mil ocorrências. Com a estimativa de mais de 77 mil novos diagnósticos para o ano corrente, a enfermidade consolida-se como o tumor maligno de maior incidência entre a população masculina brasileira.

A identificação do tumor em estágio inicial garante 90% de probabilidade de cura, contudo, a característica silenciosa da doença nas fases preliminares retarda a busca espontânea por assistência médica. Manifestações clínicas explícitas como hematúria, presença de sangue no sêmen, alteração da frequência urinária, redução do fluxo miccional, dor óssea e disfunção erétil, ocorrem majoritariamente em fases avançadas, reduzindo as chances de reversão do quadro. Para o rastreamento, a SBU recomenda a avaliação individualizada com exame de dosagem do Antígeno Prostático Específico (PSA) e toque retal a partir dos 50 anos para a população geral, antecipando o início dos exames para os 45 anos em grupos de maior risco, como homens negros, obesos ou com histórico familiar da doença.

A campanha Novembro Azul busca acelerar a transformação cultural em relação ao cuidado preventivo com o aparelho reprodutor e urológico masculino. No campo das abordagens terapêuticas, o cenário nacional registrou avanços regulatórios e operacionais em 2026, destacando-se a incorporação da prostatectomia assistida por robô na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Paralelamente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou as técnicas de ultrassom focado de alta intensidade (HIFU), que atua na destruição térmica localizada do tecido tumoral, e de crioablação, procedimento minimamente invasivo focado no congelamento de células cancerígenas via agulhas de alta precisão.

O fortalecimento da rotina de exames preventivos e o acesso a tecnologias de tratamento menos invasivas constituem a principal estratégia para reduzir a mortalidade por câncer de próstata no país.

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