Representação artística do futuro Telescópio Gigante Magalhães, em construção no Chile, com colaboração do Brasil. - Crédito: GMT/Divulgação

O megatelescópio no Chile com tecnologia brasileira que promete ser 200 vezes mais poderoso que os atuais

Investimento liderado pela FAPESP assegura a presença da engenharia e da ciência nacionais no desenvolvimento de instrumentos de alta complexidade para a nova geração de observatórios astronômicos.

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Por Redação InfoDot

9/28/20262 min read

A astronomia global prepara a entrada em operação de uma nova classe de instrumentos de observação do cosmos com a construção do Telescópio Gigante de Magalhães (Giant Magellan Telescope, GMT), localizado no deserto do Atacama, no Chile. O projeto de grande porte é estruturado com sete espelhos primários de 8,4 metros de diâmetro cada, arranjo óptico que resulta em uma área de coleta equivalente à de um único espelho monolítico de 25,4 metros. A estimativa dos desenvolvedores indica que o observatório atingirá uma capacidade de resolução e sensibilidade até 200 vezes superior à dos principais equipamentos em operação na atualidade.

A participação brasileira na iniciativa internacional é capitaneada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) por meio do programa GMT Brasil. A cooperação envolve pesquisadores, universidades e empresas nacionais na concepção e fabricação de componentes estratégicos do projeto, abrangendo disciplinas de engenharia mecânica, óptica de alta precisão, sistemas eletrônicos e softwares de controle. A inserção da indústria brasileira em projetos dessa escala visa transferir tecnologia de ponta para o parque tecnológico do país e assegurar tempo de observação para a comunidade científica nacional.

A dimensão acadêmica e os desafios de engenharia do GMT serão detalhados pelo astrônomo Eduardo Cypriano, coordenador de Difusão Científica do GMT Brasil. O pesquisador, que é professor associado do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), com doutorado pela mesma instituição, pós-doutorado pela University College London (UCL) e atuação prévia no telescópio SOAR, trará a perspectiva do uso da estrutura na investigação de aglomerados de galáxias, lentes gravitacionais e cosmologia observacional.

O engajamento do país na construção de megatelescópios consolida a inserção da ciência brasileira em grandes redes globais de pesquisa e impulsiona a inovação no setor de engenharia de alta complexidade.

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