

Imagem coneceito reproduzida pela InfoDot
O NOVO DESAFIO DA GESTÃO DE CRÉDITO É CONECTAR O QUE ANTES FUNCIONAVA SEPARADO
Dados, tecnologia e risco agora caminham juntos. E a decisão precisa acompanhar essa mudança.
DECIDOLOGIACULTURA E DECISÕESESTRATÉGIAMERCADOCRÉDITO E RECUPERAÇÃOGESTÃO DE RISCOS
Por Fernando Manfio - MoOve On / Decidologia
9/28/20264 min read
O mundo do crédito mudou de forma profunda.
Durante muito tempo, um bom profissional de crédito precisava dominar análise, política, score, risco, cobrança e resultado.
Hoje isso já não basta.
Crédito passou a depender, ao mesmo tempo, de dados, tecnologia, inteligência artificial, fraude, comportamento, regulação, experiência do cliente, eficiência operacional, governança e capacidade de decisão.
O problema é que a formação dos profissionais ainda acontece, em grande parte, de forma fragmentada.
Há cursos de crédito.
Cursos de dados.
Cursos de inteligência artificial.
Cursos de fraude.
Cursos de liderança.
Cursos de tecnologia.
Mas poucos programas ajudam o profissional a compreender como tudo isso se conecta dentro de uma mesma decisão.
E essa conexão se tornou uma necessidade.
Uma política de crédito já não pode ser pensada apenas pela ótica do risco. Ela precisa considerar crescimento, rentabilidade, fraude, experiência, tecnologia, capital, comportamento e qualidade dos dados.
Um modelo não pode ser avaliado apenas por performance estatística. Precisa ser entendido dentro da estratégia, da operação e da capacidade da organização de utilizá-lo.
Uma solução de inteligência artificial não pode ser tratada apenas como inovação. Ela precisa gerar valor, reduzir risco, melhorar produtividade e ser compreendida por quem toma decisão.
Esse é talvez o principal desafio da nova geração de profissionais de crédito e risco: deixar de enxergar disciplinas isoladas e passar a enxergar sistemas.
Para necessidades como essas, surgiu o PIER, Programa Integral Executivo de Riscos.
O programa foi estruturado para conectar grandes áreas que hoje participam da gestão de risco: Crédito Riscos Dados Tecnologia InteligênciaArtificial Fraude Cobrança Governança Liderança Carreira e Decidologia.
O programa tem uma jornada de mais de 150 horas ao vivo e organiza esses conteúdos de forma integrada, partindo de fundamentos de risco, crédito e confiança; avançando para tecnologia, dados e infraestrutura; inteligência artificial aplicada aos negócios; modelagem e crédito massificado; fraude e cobrança; governança e regulação; simulações e cenários; liderança, carreira e posicionamento executivo; e chegando à qualidade da decisão humana.
A lógica não é transformar todos os participantes em especialistas em todas as disciplinas.
É desenvolver capacidade de diálogo entre elas.
Um executivo de crédito precisa entender dados o suficiente para fazer boas perguntas.
Precisa compreender tecnologia o suficiente para avaliar viabilidade.
Precisa conhecer inteligência artificial o suficiente para separar promessa de aplicação real.
Precisa compreender fraude, cobrança, risco e rentabilidade como partes do mesmo ciclo.
E precisa desenvolver liderança suficiente para transformar análise em ação.
O PIER também parte de três dimensões que hoje se tornaram fundamentais para quem lidera decisões: Capital Técnico, Capital Político e Capital de Decisão.
Capital Técnico é a capacidade de compreender profundamente negócios, dados, tecnologia e risco.
Capital Político é a capacidade de construir legitimidade, alinhar interesses e mobilizar pessoas dentro da organização.
Capital de Decisão é a capacidade de transformar informação, incerteza e pressão em escolhas claras, assumindo riscos e consequências.
Essas três dimensões ajudam a explicar por que conhecimento técnico isolado já não é suficiente.
É possível ter um excelente modelo e uma decisão ruim.
É possível ter dados de qualidade e uma estratégia inadequada.
É possível ter tecnologia de ponta e baixa capacidade de implementação.
O desafio está cada vez mais na integração.
Essa visão também orientou a formação do corpo docente do programa, com Fernando Manfio, Marcelo Aragona, Fabricio Zappellini, Dalmer Sella, Bruno Jardim e Tâmara Jardim, reunindo experiências em riscos, controles, crédito, tecnologia, analytics, ciência de dados, liderança e carreira.
A proposta do programa é muito clara: transmitir não apenas conhecimento técnico, mas compartilhar decisões, aprendizados, erros, mudanças de rota, experiências de liderança e construção de carreira.
Esse talvez seja um dos ativos mais relevantes em uma formação executiva.
Existe conhecimento que pode ser estudado.
E existe conhecimento que só aparece depois de muitos anos decidindo.
O mercado de crédito está entrando em uma fase em que especialização continua sendo importante, mas integração passa a ser determinante.
Quem lidera risco precisará compreender dados.
Quem trabalha com dados precisará compreender negócios.
Quem utiliza inteligência artificial precisará compreender risco.
Quem define política precisará compreender comportamento.
E quem ocupa posições de liderança precisará saber transformar tudo isso em decisão.
O PIER nasce nesse contexto.
Menos como resposta a uma moda de mercado.
Mais como resposta a uma transformação estrutural da própria gestão de crédito e riscos.
Porque o desafio já não é apenas saber mais.
É conseguir conectar melhor.
PIER | Programa Integral Executivo de Riscos
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