

O paradoxo da IA no Brasil: liderança em produção, investimentos recordes e riscos de segurança
O estudo global da Sinch indica que o mercado brasileiro supera concorrentes internacionais na aceleração de ecossistemas operacionais autônomos, enquanto lida com gargalos em governança e proteção de dados.
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Por Redação InfoDot
8/18/20262 min read
A aceleração na implementação de inteligência artificial no ambiente corporativo brasileiro exige que a rápida expansão operacional venha acompanhada de mecanismos robustos de segurança e governança de dados. Estudo global conduzido pela empresa Sinch com 2.527 executivos em dez mercados aponta que 76% das corporações no Brasil mantêm agentes de inteligência artificial em ambiente de produção ativo. O índice supera o resultado global de 62% e o registrado nos Estados Unidos, que contabiliza 67%.
A velocidade de implementação no país acarreta complexidades operacionais expressivas no ambiente corporativo. A pesquisa aponta que 80% das organizações no mercado nacional precisaram pausar ou reverter projetos de inteligência artificial por gargalos em governança, superando o indicador global de 74%. Além disso, 39% dessas reversões operacionais no Brasil decorreram de incidentes com vazamento de dados ou informações pessoais, marca superior às apuradas nos Estados Unidos, com 24%, e no Canadá, com 16%.
A despeito dos percalços em governança, a disposição para ampliar aportes financeiros na tecnologia permanece elevada no ecossistema local. Dois terços das empresas brasileiras pretendem expandir os investimentos em inteligência artificial em mais de 25%, superando os índices observados nos Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha. No cenário internacional avaliado, somente o mercado indiano registrou intenção de expansão orçamentária superior, atingindo 71%.
A busca por maior maturidade tecnológica impulsiona uma reformulação nas parcerias de infraestrutura no país. Cerca de 48% das companhias brasileiras analisam a troca de fornecedores para suportar suas arquiteturas de inteligência artificial, superando percentuais registrados nos Estados Unidos, México, Reino Unido e Canadá, situando-se novamente atrás apenas da Índia, que atinge 50%.
O comportamento reflete a dinâmica observada na América Latina, onde a expansão de aportes é superior à da América do Norte. Organizações latino-americanas registram quase o dobro da propensão para elevar investimentos acima de 50%, ao mesmo tempo em que registram 41% de interrupções de agentes por vazamento de dados, ante 26% na América do Norte. No plano regional, 87,2% das empresas classificam a infraestrutura de comunicação como elemento essencial para suas estratégias e confirmam ter avaliado a contratação de novos parceiros nos últimos doze meses.
A sustentabilidade das operações autônomas em escala dependerá da capacidade das organizações em alinhar a velocidade de implementação de modelos à maturidade de suas estruturas de proteção e integração de dados.






