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O raio-X da educação no Brasil que revela uma estagnação preocupante nas salas de aula

Manutenção das médias nacionais contrasta com o declínio nos países desenvolvidos e evidencia desafios estruturais na aprendizagem básica.

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Por Redação InfoDot

9/8/20262 min read

A estagnação dos indicadores de proficiência escolar consolida um cenário de desafios estruturais para o sistema educacional brasileiro. Dados da edição de 2025 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apontam que 72% dos estudantes de 15 anos no país não alcançaram o nível básico de proficiência em matemática. O índice nacional supera o dobro da média registrada entre os países membros da organização, fixada em 31%. O exame reuniu 760 mil alunos em 91 economias, contando com a participação de 30.140 estudantes brasileiros distribuídos por 1.053 instituições de ensino, com foco nas áreas de ciências e aprendizagem no mundo digital.

A trajetória do desempenho brasileiro caracteriza-se pela estabilidade estatística em relação aos ciclos de 2022 e 2015 em matemática, leitura e ciências, mantendo o país sistematicamente abaixo das médias globais. A parcela de alunos brasileiros que atinge os patamares mais elevados de proficiência, níveis 5 e 6, permanece inferior à referência dos países desenvolvidos. O único avanço estatístico relevante do Brasil ocorreu em ciências, área em que a proporção de estudantes abaixo do nível 2 registrou queda de quatro pontos percentuais na comparação com 2015.

Em âmbito global, o levantamento registrou o menor patamar histórico das médias da OCDE em matemática e leitura, com perdas de 22 e 28 pontos frente a 2015, respectivamente. A retração em leitura equivale a aproximadamente um ano e meio de escolarização, impacto atribuído pela entidade ao aumento da exposição a telas, à redução do interesse pela leitura e às mudanças na relação escolar pós pandemia. A Ásia manteve a liderança do ranking com sistemas educacionais de Singapura e das províncias chinesas de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang, enquanto Chile e Uruguai destacaram-se como os mais bem posicionados na América Latina.

A manutenção dos índices de aprendizagem em patamares reduzidos reafirma a urgência de políticas públicas voltadas à elevação da proficiência mínima e à superação da estagnação histórica do ensino no país.

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