

Pequenas empresas poderão disputar até R$ 360 milhões para tirar projetos do papel
Tecnova 2026/2027 prevê apoio a até 713 empresas de pequeno porte, com recursos que podem alcançar R$ 588 milhões somadas as contrapartidas estaduais.
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Por Redação InfoDot
6/18/20263 min read
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram, nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, o lançamento do Programa Tecnova 2026/2027, iniciativa voltada ao incentivo de produtos, serviços e processos inovadores em pequenas empresas brasileiras.
Nesta quarta edição, o programa contará com R$ 360 milhões provenientes da Finep e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A expectativa é contemplar até 713 empresas com faturamento anual de até R$ 16 milhões.
Somadas as contrapartidas oferecidas pelos estados, o volume total de investimentos poderá atingir R$ 588 milhões. A execução dos recursos ficará a cargo de instituições estaduais parceiras, entre elas as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), além do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outros agentes locais.
As empresas interessadas poderão encaminhar suas propostas até 3 de agosto de 2026 por meio da plataforma da Finep. Os projetos selecionados terão prazo de até 60 meses para serem executados.
Durante o anúncio, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, ressaltou a abrangência alcançada pelo programa. Pela primeira vez, a iniciativa atenderá todas as 27 unidades da federação.
"O Programa Tecnova atua na descentralização da inovação para garantir que os recursos cheguem a todas as regiões do país. O apoio às micro e pequenas empresas contribui para o fortalecimento tecnológico nacional e para a geração de empregos qualificados", disse Luciana.
Ao comentar a parceria com os estados, o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, destacou a importância da articulação regional para a implementação do programa.
"Trabalhamos em conjunto com os agentes estaduais para operacionalizar a subvenção econômica e modernizar o setor produtivo nas diferentes regiões. É no espaço entre produção do conhecimento e sua incorporação à economia e à sociedade que programas como o Tecnova assumem um papel significativo e estratégico", destacou Elias.
Além do lançamento do Tecnova 2026/2027, o MCTI apresentou o projeto Cientistas de Dados pelo Brasil. A proposta consiste na criação de uma rede destinada a padronizar informações estaduais relacionadas ao apoio à pesquisa e desenvolvimento (P&D) em todo o território nacional.
Na mesma ocasião, a pasta divulgou indicadores sobre os investimentos brasileiros em pesquisa e desenvolvimento entre 2014 e 2024. Os dados apontam que, em 2024, os aportes públicos e privados somaram R$ 166,4 bilhões.
Segundo o levantamento, o valor representa crescimento de 18% em comparação com 2021, ano que registrou o menor volume de investimentos dos últimos anos.
Atualmente, o Brasil destina aproximadamente 1,23% do Produto Interno Bruto (PIB) para atividades de P&D. Desse total, 0,61% corresponde à participação da iniciativa privada e 0,62% tem origem em recursos governamentais.
O percentual brasileiro permanece abaixo dos observados em países como Israel, com 6,76% do PIB investido em pesquisa e desenvolvimento, Coreia do Sul, com 5,13%, Japão, com 3,62%, Estados Unidos, com 3,44%, e Alemanha, com 3,13%.
Ao analisar apenas os investimentos governamentais, o MCTI observa que o desempenho brasileiro se aproxima do registrado por economias mais desenvolvidas. Nesse recorte, os índices são de 0,66% nos Estados Unidos, 0,68% em Israel, 0,72% na França, 0,74% na Rússia, 0,93% na Alemanha e 1,05% na Coreia do Sul, enquanto o Brasil alcança 0,62%.
O fortalecimento da inovação depende não apenas de recursos, mas também da capacidade de transformar investimento em desenvolvimento para toda a sociedade.






