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Pesquisa do Financial Times aponta que inteligência artificial pode impulsionar economias do G20

Adoção de tecnologias por empresas do G20 promete alavancar a produtividade global, enquanto assimetrias de infraestrutura e automação de serviços impõem desafios a países em desenvolvimento.

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Por Redação InfoDot

10/21/20262 min read

A expansão e a adoção da inteligência artificial por corporações tendem a impulsionar a produtividade e o crescimento econômico em diversos países do G20 na próxima década, extrapolando a liderança direta de Estados Unidos e China. Um levantamento internacional conduzido pelo jornal Financial Times junto a 94 economistas na Ásia, Estados Unidos e Europa revela que 54% dos pesquisados projetam ganhos econômicos substanciais para a maioria dos membros do bloco. As avaliações indicam que nações não envolvidas no desenvolvimento primário de modelos avançados de linguagem podem capturar avanços operacionais significativos mediante a simples incorporação das ferramentas nos processos de trabalho das empresas locais.

A difusão dos benefícios, contudo, é acompanhada por restrições estruturais que ameaçam ampliar fossos de desenvolvimento. Trinta e dois dos economistas consultados destacaram o risco de países africanos, com citações diretas a Nigéria, Somália e Etiópia, ficarem defasados em virtude da precariedade de suas infraestruturas digitais e energéticas. Paralelamente, economias fortemente dependentes da exportação e terceirização de serviços, a exemplo das Filipinas, enfrentam a ameaça de substituição de contratos por soluções automatizadas, enquanto a própria Europa registra divergências entre analistas quanto à sua capacidade de conversão tecnológica em PIB.

Em relação ao mercado de trabalho, a maioria dos especialistas afasta o cenário de desemprego em massa de caráter duradouro para o conjunto da economia, embora reconheça pressões intensas sobre categorias profissionais específicas. Oportunidades e postos voltados a funções administrativas, atendimento ao cliente e tarefas cognitivas rotineiras figuram como os segmentos mais expostos à automação. O balanço do estudo sinaliza que os ganhos de eficiência dependerão da capacidade de adaptação regulatória e da viabilização de investimentos básicos em tecnologia pelas nações emergentes.

A capacidade de absorção de ferramentas digitais e o fortalecimento de infraestruturas locais definirão a distribuição dos dividendos produtivos da inteligência artificial entre as economias do G20.

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