POR QUE DECIDOLOGIA®? A Jornada do Livre-Arbítrio à Liberdade

Um aprofundamento sobre como decisões moldam caminhos, percepções e liberdade. Uma jornada para compreender a lógica interna que guia a vida.

CULTURA E DECISÕES

Por Redação InfoDot

11/28/202510 min read

A INQUIETAÇÃO QUE MUDOU TUDO

Há inquietações que atravessam décadas sem perder força. A minha me perseguiu durante 40 anos no mercado financeiro, Credicard, Citibank, Itaú, Fininvest, dentro e fora do Brasil, liderando gestão de riscos e crédito em decisões que movimentavam milhões. Fundei a GoOn, empresa de consultoria que reuniu 125 sócios ao longo de 18 anos, até sua venda para a multinacional FICO. Essa inquietação amadureceu ao longo de 250 projetos em 200 empresas, em treinamentos para mais de 10 mil profissionais e em mais de 300 palestras que realizei. Ela se tornou uma observação profunda e silenciosa:

POR QUE, APESAR DE TANTO CONHECIMENTO E TANTAS EVIDÊNCIAS, CONTINUAMOS TOMANDO DECISÕES QUE NOS AFASTAM DA VIDA QUE DESEJAMOS VIVER E DO MUNDO QUE SONHAMOS CRIAR?

Essa pergunta me despertou tremenda curiosidade para mergulhar em minha experiência como modelador de riscos, nos conhecimentos lógicos dos estudos em engenharia e estatística aplicada a decisões complexas, e, naturalmente, me levou a um mergulho profundo em filosofia, pós-graduação em neurociência, mindfulness e psicologia positiva. Mergulhei em trabalhos de coaching, mentorias, encontros corporativos, retiros e workshops dos mais diversos tipos, viagens de encontro com a consciência e espiritualidade com diversos sábios.

E POR ONDE PASSAVA VIA O MESMO PADRÃO: PESSOAS TECNICAMENTE COMPETENTES COMANDANDO ORGANIZAÇÕES MILIONÁRIAS, MAS TOMADAS POR TENSÕES INVISÍVEIS E SOFRIMENTOS DESNECESSÁRIOS.

Pessoas de sucesso temendo o futuro, aprisionadas em narrativas que não reconheciam. Profissionais brilhantes adiando conversas necessárias nos relacionamentos. Pessoas que sabiam que precisavam cuidar da saúde, mas procrastinavam. Talentos que sonhavam mudar de carreira, mas se paralisavam. Dores silenciosas: medo, vergonha, solidão, ansiedade, impotência, promessas abandonadas.

Em meus encontros presenciais com mestres em decisões humanas recebi os insights que precisava:

Tarthang Tulku me ofereceu uma frase bombástica:
"Os seres humanos estão dispostos a ir para guerra por uma causa, mas não estão dispostos a abrir mão das causas do seu sofrimento."
Isso não seria insanidade? Quais seriam as causas do sofrimento?

Tony Robbins mandou uma direta:
"São nossas decisões e não nossas condições que nos levam ao nosso destino. As pessoas não fracassam por falta de habilidade, fracassam por falta de decisões definitivas."
Então não somos vítimas das nossas condições? E autores?

Como diz Sadhguru, em essência:
"Se a sua mente não está sob seu comando, suas decisões não são suas. Medo e desejo são os dois grandes tiranos das decisões humanas."
Mas como identificar os medos? Que medos são esses?

Joe Dispenza mostrou que “decisões conscientes ativam a neuroplasticidade, criando novos circuitos e desativando antigos padrões. Quando você não decide com consciência, o cérebro decide por padrão, e o padrão é sempre o passado”.
Mas será que o passado sempre funciona no agora e no futuro?

Entre conversas com especialistas e companheiros de jornada, e uma profunda imersão em mim mesmo, este trabalho foi tomando forma poderosa, direta, lógica, inovadora.

Na profunda imersão em Antroposofia de Steiner, encontrei a clareza do Pensar, Sentir e Agir, o DNA das nossas decisões. Steiner mostra que a vida só muda quando a consciência substitui o hábito, que todo agir nasce de um impulso interior, e que é ao governar esse impulso que moldamos o próprio destino.

QUANDO TUDO SE FORMATOU:
Tudo realmente se encaixou no encontro com a Teoria U de Otto Scharmer, uma imersão interna antes de emergir ao mundo externo.
"Não se pode mudar um sistema, a menos que se transforme a consciência."

É preciso confiar no processo:
I. DEIXAR IR o que não nos serve,
II. SUSTENTAR a sabedoria que aceita o passado e ressignifica o presente, e
III. DEIXAR VIR o novo, a liberdade, novas habilidades para a prosperidade.

Nós descemos para deixar ir o velho e subimos para deixar vir o novo. Mas não voltamos ao mesmo lugar, retornamos transformados.

OTTO SCHARMER, A TEORIA U É A RAIZ INSPIRADORA DA JORNADA DA DECIDOLOGIA.

A Teoria U é um movimento vivo, não linear. Quando interpretada fenomenologicamente, sua dinâmica de descida e subida revela o mesmo padrão das espirais naturais, retornar ao ponto, porém em outro nível. É o princípio estrutural da evolução.

Evoluímos em várias áreas da vida ao mesmo tempo. Em um momento estamos olhando para nossa saúde, em outro, para a forma como nos relacionamos. Depois observamos o trabalho, a maneira como lideramos, como comemos, como treinamos, como falamos.

Em cada uma dessas situações, sempre há um movimento acontecendo dentro de nós: pensamentos surgindo, sentimentos se alterando, emoções pedindo espaço e atitudes sendo escolhidas, muitas vezes no automático.

Quando aprendemos a perceber esse fluxo no exato ato da decisão, a vida deixa de ser um conjunto de áreas separadas e passa a ser um único campo de evolução contínua.

A descida do U é o mergulho em nós mesmos, no que sentimos, pensamos e repetimos, para ressignificar padrões e recuperar o comando da intenção.

A subida é o retorno ao mundo com mais clareza, força e autenticidade, usando nossos talentos e escolhas conscientes, não apenas as tendências do passado.

A ESPIRAL DE FIBONACCI nos inspira a buscar essa evolução contínua: a cada volta vemos mais, entendemos mais e decidimos melhor.

NUNCA VOLTAMOS AO MESMO LUGAR, MESMO QUE ACHEMOS ISSO.

  1. Expansão orgânica e progressiva
    Crescimento que respeita ritmos naturais, sem rupturas artificiais.

  2. Ordem invisível por trás do caos
    Mesmo onde parece haver desordem, existe um padrão evolutivo.

  3. Harmonia entre partes e o todo
    Cada etapa contém a anterior e prepara a próxima.

  4. Evolução contínua
    Não é um ciclo que volta ao início, é um ciclo que avança.

A PESQUISA QUE EXPANDIU O TRABALHO
O maior estudo global já realizado sobre execução e tomada de decisão organizacional, realizado na Harvard Business Review (Beshears e Gino, 2015, 2023), 1.000 organizações, 50 países, 125.000 executivos, e tantas outras pesquisas de Harvard e outros centros de estudos revelam que um adulto toma, em média, 35 mil decisões por dia.

Desde o alarme que você adia até a conversa difícil que evita.
Desde o "sim" que você dá com raiva aos filhos até o "não" que nunca consegue dizer no relacionamento.
Desde adiar aquela consulta médica até evitar a conversa sobre mudança de carreira.

35 MIL OPORTUNIDADES DE ESCOLHA. TODOS OS DIAS.

E o segundo dado me pegou como um grande alerta:
Cerca de 66 por cento dessas decisões são influenciadas por vieses cognitivos, não conduzindo ao melhor resultado possível. Falta Intenção clara, atenção plena e atitude direcionada.

A SOBRECARGA DECISÓRIA
Outro grande alerta: excesso de decisões gera cansaço, estresse, irritação, impulsividade, ansiedade. Este é o inimigo silencioso da prosperidade e da qualidade de vida. O cérebro humano não foi projetado para a hiperexigência moderna, notificações constantes, múltiplas demandas simultâneas, pressão social, comparação, urgências artificiais, excesso de estímulos e distrações.

A fadiga decisória nos deixa vulneráveis a padrões automáticos. Quando ficamos cansados, decidimos como sempre decidimos, não como deveríamos decidir.

INTENÇÃO TENSA + FADIGA DECISÓRIA = RESULTADOS RUINS.

Essa equação explica inúmeros erros que cometemos e arrependimentos que carregamos. Não é falta de competência, é falta de consciência.

Com este panorama lógico, inspirador e conectado, tudo passou a fazer sentido para mim.

A CHAVE ESTAVA NA INTENÇÃO

Depois de 40 anos trabalhando com riscos e decisões, entendi algo essencial:
Não existe decisão neutra. Toda decisão é movida por uma intenção. E a qualidade da intenção determina a qualidade da vida.

A intenção é a energia que antecede a decisão. É o impulso silencioso que direciona pensamentos, emoções e atitudes. Quando a intenção é confusa, tensa ou reativa, as decisões também são. Quando é clara, consciente e alinhada ao propósito, as decisões se tornam um motor de evolução.

Intenção sem consciência é só um desejo.
Intenção com consciência é uma força com direção.

A ESTRUTURA DA DECIDOLOGIA®

Da união entre lógica, neurociência, filosofia, espiritualidade prática e experiência executiva, nasceu a Decidologia®, um método que organiza o processo decisório em cinco movimentos que funcionam no cotidiano:

  1. Intenção, o impulso que move a decisão

  2. Atenção, o foco que ilumina o que realmente importa

  3. Atitude, a energia que transforma intenção em ação

  4. Consciência, o espaço onde percebemos padrões

  5. Escolha, o ato que molda o destino

Esses cinco elementos são como engrenagens. Quando uma trava, todas travam. Quando uma flui, todas fluem. E quando todas fluem, a vida se organiza.

A CIÊNCIA DO INTERVALO

Existe um momento precioso entre o estímulo e a resposta.
É nesse intervalo que decidimos se repetimos o passado ou se criamos o futuro.
Viktor Frankl já dizia:
"Entre o estímulo e a resposta existe um espaço. Nesse espaço está o nosso poder de escolher a nossa resposta. E na nossa resposta reside o nosso crescimento e a nossa liberdade."

A Decidologia® atua exatamente nesse espaço.
É ali que interrompemos automatismos, enxergamos padrões e criamos novas possibilidades.

OS TRÊS TERRITÓRIOS DAS DECISÕES
Existem três territórios onde as decisões acontecem:

1. TERRITÓRIO REATIVO (Invisível)
Você não decide, você reage.
É comandado por medos, scripts antigos, padrões automáticos.
Você aceita o relacionamento que não te faz bem.
Adia a mudança que sabe que precisa fazer.
Diz "sim" quando queria dizer "não".
Vota contra si mesmo sem perceber.
Aqui você está identificado com o vitimismo, “medo”.

2. TERRITÓRIO CONSCIENTE (Ativo)
Você começa a enxergar os padrões. Ainda há medo, mas também há autocompaixão.
Você aprende a pausar antes de reagir. A respirar antes de aceitar.
A reconhecer: "Estou prestes a repetir esse padrão de novo."
A Intenção já existe de forma consciente.
O processo de desidentificação está ativo.

3. TERRITÓRIO CRIATIVO (Evolutivo)
Decisões deixam de ser batalhas e se tornam criações.
Você não decide mais contra o medo, decide a partir da presença, “amor”.
Cria o relacionamento que deseja.
Inicia a mudança de carreira.
Cuida da saúde com consciência.
Comanda suas decisões.
Reconhece seu potencial e atua nele.
Vive o processo evolutivo em liberdade.

O INSIGHT:
Os três territórios não acontecem de forma linear.
Você pode estar no criativo no trabalho, mas preso no reativo nos relacionamentos.
Pode ser consciente nas finanças, mas automático na saúde.
O processo evolutivo torna-se o propósito de vida!

Por isso o trabalho diário do mantra do mestre do Yoga, Professor Hermógenes:
"ENTREGA, CONFIA, ACEITA E AGRADEÇA."

A DECISÃO QUE TRANSFORMA VIDAS

A Decidologia® existe para trazer luz ao invisível.
Para provocar seres humanos — pessoas, famílias, profissionais, líderes e organizações — a:

  1. PERCEBEREM que são suas decisões que os levaram ao destino atual

  2. PAUSAREM o piloto automático dos medos, da resistência e do vitimismo

  3. ESCOLHEREM exercer todo o seu poder humano de criação

  4. PROMOVEREM o sistema com coerência, eficiência e amorosidade

Não é sobre decidir mais rápido.
É sobre decidir com presença.
Não é sobre eliminar o medo.
É sobre reconhecê-lo e não deixar que ele comande.
Não é sobre ter todas as respostas.
É sobre fazer as perguntas certas.

POR QUE DECIDOLOGIA® É UM TRABALHO PRÁTICO E SINGULAR

Ao observar profundamente pessoas e organizações, percebi que não existe separação real entre os mundos.
Somos sempre nós mesmos atravessando tudo, mesmo que alterando formas e personalidades, elas estão todas ali, na armadura que usamos para ir à guerra por medo de viver a vida como ela chega. E isso funciona até não reconhecermos mais quem somos.

Carregamos os mesmos medos, as mesmas resistências, os mesmos vieses e hábitos, seja em casa, no trabalho, nos relacionamentos, na liderança ou na forma como conduzimos nossas escolhas mais íntimas.

E, sim, NÃO HÁ SAÍDA, é preciso passar pela jornada de autoconhecimento, como descreve brilhantemente Robert Fisher em sua fábula extremamente verdadeira “O Cavaleiro preso na armadura”.

É esse fio invisível, feito de decisões automáticas, que sustenta a maior parte dos conflitos modernos: carreiras sem direção, relações difíceis, saúde negligenciada, culturas confusas, equipes perdidas e indivíduos desconectados de si.

A SINGULARIDADE deste trabalho está em unir o que parece ser separado:
neurociência e consciência, lógica e emoção, identidade e resultado, o individual e o organizacional, propósito e execução.

Ele integra, em uma única prática aplicável, tudo o que influencia uma decisão humana: presença, intenção, fisiologia, padrões emocionais, clareza mental, significado e responsabilidade.

É um trabalho direto, lógico e baseado em clareza e consciência.
Sem misticismo. Sem teorias inalcançáveis. Sem promessas vazias.

A DECIDOLOGIA® PARTE DE UM PRINCÍPIO RADICAL

PARA TRANSFORMAR SUA VIDA E SEUS RESULTADOS,
VOCÊ PRECISA TRANSFORMAR A FORMA COMO DECIDE.

Porque toda decisão é um espelho de quem você é no momento.

DECIDOLOGIA® combina:

  • a lucidez da neurociência

  • a precisão da lógica

  • a profundidade da consciência

  • a coragem emocional descrita por Pressfield

  • a arquitetura humana revelada por Steiner

  • a transformação da Teoria U

  • e, sobretudo, a vida real, onde resultados importam e cada decisão tem consequência.

Para iniciar exige apenas: consciência, coragem e respiração.
O resto nasce quando você começa a agir.

Quando você muda uma decisão, muda o caminho inteiro que vem depois:
hábitos, padrões, relações, energia, impacto e futuro.

Este trabalho existe para isso, para unir o ser humano inteiro, no trabalho e na vida, e devolver a ele um poder que sempre foi seu, mas estava adormecido.

Quando pessoas retomam esse poder, suas vidas mudam.
Quando equipes retomam esse poder, culturas mudam.
Quando organizações retomam esse poder, resultados mudam.
Não por promessa. Por consequência.

O CONVITE FINAL — QUEM ESTÁ NO COMANDO DA SUA VIDA?

É o medo?
A urgência?
A necessidade de aprovação?
Padrões automáticos que você nem percebe?
Scripts herdados que não são seus?

Ou é você — presente, consciente, inteiro, conectado?

A Decidologia® existe para você retomar o comando.
Não com controle. Com presença.
Não com certezas. Com confiança.
Não eliminando o medo, mas reconhecendo sua voz
e não deixando que ele decida por você.
Com curiosidade e autocompaixão!

Aqui, basta sua decisão:
SIM, sem medo de ser feliz!

Bem-vindo à jornada: do livre-arbítrio à liberdade.

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