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Por que o Nubank quer virar banco e o que isso muda para os clientes
A fintech quer se adequar às regras do Banco Central sem alterar marca ou identidade visual conhecidas do público.
MERCADOECONOMIA
Por Redação InfoDot
12/10/20253 min read
Regulações moldam o mercado financeiro e eventualmente reconfiguram o setor. Uma nova regulação fez com que o Nubank comunicasse sua intenção de obter uma licença bancária no Brasil já em 2026, autorização que permitirá à empresa atuar formalmente como banco convencional.
Conforme as informações divulgadas pela própria companhia, o movimento está ligado às recentes normas do Banco Central, que passaram a definir critérios mais rígidos quanto ao uso da nomenclatura “banco” ou “bank” por instituições que não possuem licença específica para essa atividade.
Dentro da estratégia apresentada, duas possibilidades estão sendo avaliadas, protocolar diretamente o pedido de licença junto ao Banco Central ou adquirir uma instituição financeira já autorizada a operar como banco comercial. Em comunicado, a empresa explicou que “A inclusão de uma instituição bancária no conglomerado atende à Resolução Conjunta Nº 17, editada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional, que disciplinou a nomenclatura das instituições reguladas”, sinalizando que a compra de um banco de menor porte pode ser uma alternativa concreta.
Independentemente do caminho adotado, o Nubank informou que a marca e a identidade visual seguirão inalteradas, mantendo os elementos reconhecidos pelo público.
A fintech também destacou que a eventual obtenção da licença bancária não provocará qualquer impacto para seus mais de 110 milhões de clientes. Atualmente, a empresa opera mediante autorização como instituição de pagamento, sociedade de crédito e corretora de valores.
A possibilidade de mudança de nome decorre do marco regulatório do Banco Central, que determinou a proibição do uso das expressões “banco” e “bank” por empresas que não detenham licença para funcionar como banco tradicional. Segundo a autoridade monetária, a intenção é ampliar a transparência ao consumidor, assegurando maior clareza sobre os serviços que cada instituição está efetivamente autorizada a prestar.
A regra alcança nome fantasia, nome empresarial, marca, conteúdos digitais e qualquer tipo de comunicação pública. Entretanto, existe uma exceção prevista para fintechs que pertençam a conglomerados financeiros compostos por ao menos uma empresa com licença bancária, cenário ao qual o Nubank poderá se enquadrar caso efetive a inclusão de uma instituição desse tipo na estrutura do grupo.
Em complemento, a companhia afirmou cumprir todos os requisitos regulatórios vigentes e esclareceu que a eventual transição para banco convencional não implicará mudanças relevantes nas exigências adicionais de capital ou liquidez, mantendo inalterados os níveis de solidez e resiliência financeira.
A CEO do Nubank no Brasil, Lívia Chanes, reforçou o posicionamento institucional ao declarar que “O Nubank foi fundado há 12 anos e foi responsável pela inclusão de 28 milhões de pessoas no sistema financeiro. Nossa identidade e missão de simplificar a vida dos nossos clientes permanecem iguais”.
Mudanças regulatórias mostram como ajustes legais podem redesenhar estratégias sem, necessariamente, alterar a essência de grandes marcas.






