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Programa da Fundação Florestal mapeia 73 espécies de abelhas e projeta ganho de R$ 4,2 bilhões

A iniciativa criada em 2020 monitora mais de 25 Unidades de Conservação e integra a proteção de polinizadores a ganhos agrícolas, restauração da palmeira-juçara e geração de renda.

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Por Redação InfoDot

10/8/20262 min read

O Programa Abelhas Nativas da Fundação Florestal (PAN-FF), mantido pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), expandiu seu escopo de atuações para conectar o monitoramento de polinizadores a políticas estaduais de restauração da vegetação, educação ambiental e bioeconomia. Com dados coletados em mais de 25 Unidades de Conservação desde 2020, o mapeamento identificou 32 espécies de abelhas sem ferrão, o que corresponde a 51% do total registrado no território paulista, e 41 espécies de abelhas solitárias. O diagnóstico acompanha espécies ameaçadas de extinção, como a uruçu-amarela-do-cerrado (Melipona rufiventris), a uruçu-amarela da Mata Atlântica (Melipona mondury), a manduri (Melipona marginata) e a guaraipo-amarela (Melipona bicolor), cuja sobrevivência depende da preservação de cavidades em troncos de árvores de grande porte.

Para além da preservação ecológica dentro das reservas, os estudos apoiam estratégias econômicas e agrícolas de alcance regional. Levantamento desenvolvido pelo núcleo BIOTA Síntese, em cooperação entre a Semil e a Universidade de São Paulo (USP), premiado no Prêmio MapBiomas 2025, aponta que a redução do déficit de polinização próximo a áreas agrícolas pode gerar até R$ 4,2 bilhões anuais para a economia paulista. A estrutura operacional do PAN-FF conta atualmente com 192 caixas racionais para pesquisa e projeta a instalação de 30 meliponários educativos. O programa integra também o PSA Juçara, voltado ao repovoamento da palmeira-juçara (Euterpe edulis), registrando 61 famílias participantes, 225 colônias implantadas, 450 ninhos-isca e 42 ninhos naturais protegidos, com meta de alcançar 3.400 colônias até 2030.

As ações de capacitação e transferência de tecnologia abrangem ainda o programa PSA Guardiões das Florestas, oferecendo suporte técnico, oficinas de manejo e monitoramento de ninhos para comunidades indígenas e pequenos produtores. Com mais de dez rodadas de treinamentos já executadas, a Fundação Florestal utiliza os meliponários institucionais como polos de educação ambiental e regulação da meliponicultura, consolidando a conservação dos polinizadores como vetor de desenvolvimento sustentável e recomposição vegetal no estado.

A consolidação de cadeias produtivas vinculadas à meliponicultura visa fortalecer a preservação da biodiversidade e garantir rentabilidade contínua às comunidades tradicionais.

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