R$ 37 bilhões no PIB? O que o acordo Mercosul, União Europeia pode mudar na economia

Estimativas oficiais indicam que o pacto entre Mercosul e União Europeia pode elevar crescimento, reduzir preços e impulsionar o comércio brasileiro ao longo das próximas décadas.

ECONOMIAMERCADO

Por Redação InfoDot

1/19/20263 min read

Em mercados altamente regulados e competitivos, crescer exige mais do que tecnologia de ponta. É preciso presença institucional, interlocução local e decisões alinhadas à realidade de cada país. Nesse contexto, a Starlink deu um passo relevante ao anunciar uma reorganização de sua atuação no Brasil, com mudanças que vão além da expansão comercial.

A empresa de internet via satélite controlada pela SpaceX, de Elon Musk, confirmou a ampliação de sua estrutura nacional e a contratação de Paulo Esperandio, que deixou o cargo de CMO da TIM no final de 2025. O executivo passa a ocupar a posição de diretor de desenvolvimento de negócios, assumindo papel central na consolidação da operação brasileira.

Uma das mudanças mais significativas é o início das operações sob CNPJ brasileiro, com responsáveis legais estabelecidos no país. A medida facilita a interlocução regulatória e cria condições mais favoráveis para o relacionamento com órgãos públicos, especialmente em processos de contratação governamental.

Até então, a estrutura local era enxuta, composta por apenas quatro profissionais focados no suporte a revendedores. Com o novo desenho organizacional, a Starlink planeja chegar a 20 funcionários até o final do ano, incluindo equipes dedicadas tanto ao segmento corporativo quanto ao consumidor final.

A aposta no Brasil se justifica pelos números. O país já soma cerca de 600 mil clientes ativos, dentro de uma base global de aproximadamente 9 milhões de usuários. Há quase dois anos, a Starlink figura entre as três operadoras que mais adicionam clientes líquidos no mercado brasileiro, ao lado de Vivo e Claro.

O diferencial competitivo está no modelo de operação. Diferentemente das concorrentes tradicionais, a Starlink atua exclusivamente por meio de satélites, característica que impulsionou seu crescimento acelerado no segmento residencial e ampliou sua relevância no setor de telecomunicações nacional.

No campo corporativo e governamental, a empresa também vem ganhando espaço. A estrutura jurídica local abre caminho para participação em contratos públicos e acelera a formalização de novos acordos comerciais. Nesse segmento, a Starlink já se apresenta como um concorrente de peso para operadoras tradicionais de satélites e mantém parcerias para fornecimento de capacidade a diversas empresas de telecomunicações.

Apesar do fortalecimento da presença no Brasil, a companhia segue operando sob um modelo matricial. As principais decisões estratégicas continuam sendo tomadas em alinhamento direto com a matriz norte-americana, mantendo a lógica típica de startups globais.

Essa combinação de proximidade jurídica local com controle centralizado busca preservar a agilidade operacional da empresa, ao mesmo tempo em que amplia sua capacidade de atuação em um dos mercados mais estratégicos da América Latina.

No fim das contas, a movimentação da Starlink mostra que, mesmo em um setor movido por inovação tecnológica, estrutura e estratégia continuam sendo peças decisivas para sustentar o crescimento.

A trajetória de expansão revela que tecnologia sozinha não garante escala, mas sim a forma como ela se conecta às realidades locais.

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