

Receita Federal aponta alta real de 3,56% e melhor janeiro desde 2000
Resultado foi impulsionado principalmente pelo IRRF sobre rendimentos do capital e pelo avanço do IOF; desempenho é o melhor já registrado para o mês.
MERCADOECONOMIA
Por Redação InfoDot
2/25/20262 min read
Quando os números fiscais avançam acima da inflação, eles revelam mais do que crescimento nominal, indicam expansão efetiva da base arrecadatória. Em um cenário de juros elevados e atividade econômica resiliente, o caixa da União iniciou o ano em patamar histórico. Os dados divulgados nesta terça-feira, 24, mostram um desempenho recorde para janeiro.
De acordo com a Receita Federal, a arrecadação do governo federal atingiu R$ 325,7 bilhões no primeiro mês do ano, com aumento real de 3,56% frente a janeiro de 2025, já descontada a inflação. Trata-se do melhor resultado da série histórica para o mês. Em valores nominais, é o maior montante recolhido desde 2000.
O desempenho ocorre após a União fechar 2025 com arrecadação total de R$ 2,88 trilhões, cifra 3,75% superior à registrada em 2024.
Entre os principais fatores de expansão está o IRRF incidente sobre Rendimentos do Capital, que somou R$ 14,6 bilhões e apresentou crescimento real de 32,56%. O avanço foi impulsionado por elevação nominal de 55,29% na tributação de aplicações em renda fixa, de 61,07% em Juros sobre Capital Próprio e de 29,94% nos fundos de renda fixa. O resultado reflete a manutenção da taxa básica de juros em nível elevado e o aumento da rentabilidade dos ativos atrelados à renda fixa, ampliando a base tributável.
Outro componente relevante foi a Receita Previdenciária, que alcançou R$ 63,4 bilhões, com alta real de 5,48%. O desempenho decorre da expansão real de 3,89% da massa salarial, do crescimento de 7,46% na arrecadação do Simples Nacional, regime simplificado destinado a micro e pequenas empresas, e da elevação de 17,02% nas compensações tributárias.
O IOF também apresentou variação expressiva, totalizando R$ 8 bilhões, com crescimento real de 49,05%. A alta está relacionada principalmente às operações de câmbio vinculadas à saída de moeda estrangeira, às operações de crédito e às transações com títulos e valores mobiliários, após mudanças na legislação do imposto.
Já PIS/Pasep e Cofins, somados, arrecadaram R$ 56 bilhões, registrando aumento real de 4,35%. O resultado acompanha a elevação de 2,84% no volume de vendas do comércio, conforme a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, e de 3,45% no volume de serviços, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços, também do IBGE, na comparação entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024.






