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Setor de serviços recua 0,1% em agosto e frustra expectativas de crescimento do mercado
Queda mensal de 0,1% e avanço anual de 0,6% vieram abaixo das projeções de analistas, refletindo retração nos segmentos de transportes, outros serviços e atividades profissionais.
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Por Redação InfoDot
10/14/20263 min read
O volume do setor de serviços no Brasil apresentou uma retração de 0,1% em agosto de 2026 na comparação com o mês anterior, sob ajuste sazonal, frustrando as expectativas de analistas de mercado que projetavam alta de 0,4% em pesquisa realizada pela Reuters. Na comparação com agosto de 2025, o indicador registrou expansão de 0,6%, resultado que também ficou aquém da estimativa consensual de 1,1% para a base anual. Conforme dados do Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o recuo na passagem mensal foi puxado por três das cinco atividades pesquisadas: outros serviços (-1,0%), transportes (-0,2%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,2%), anulando os ganhos obtidos em julho. Em sentido oposto, os serviços prestados às famílias cresceram 2,1%, acumulando alta de 2,9% no bimestre, enquanto o segmento de informação e comunicação permaneceu estável (0,0%).
A despeito da retração na margem, o setor acumula 29 meses consecutivos de variação positiva no confronto anual, impulsionado pela resiliência de cadeias ligadas à tecnologia e aos serviços voltados ao consumo direto das famílias. No indicador trimestral, a média móvel do volume de serviços ficou estável (0,0%) no período encerrado em agosto em relação ao trimestre anterior. Na comparação contra igual mês do ano anterior, o avanço de 0,6% foi sustentado por informação e comunicação (4,3%), alavancado por telecomunicações e desenvolvimento de programas de computador, por serviços prestados às famílias (4,4%), impulsionados pelo setor de restaurantes e bufês, e por serviços profissionais e administrativos (1,7%). As pressões negativas vieram das divisões de transportes, serviços auxiliares e correio (-2,8%) e outros serviços (-2,5%), impactadas pela menor receita do transporte aéreo de passageiros e do transporte rodoviário de cargas.
No acumulado de janeiro a agosto de 2026 frente ao mesmo período de 2025, o setor de serviços contabiliza crescimento de 1,7%, com expansão verificada em 49,4% dos 166 tipos de serviços acompanhados pelo órgão de estatística. O desempenho no ano continua ancorado pelo segmento de informação e comunicação, que acumula alta de 6,2%, acompanhado pelas atividades profissionais e administrativas (2,4%) e serviços prestados às famílias (2,4%). A retração persistente nos segmentos de logística de cargas, gestão de portos, transporte aéreo e serviços financeiros auxiliares delineia um cenário de desaceleração pontual para o setor produtivo no segundo semestre.






