

Seu CPF pode ganhar um “escudo” contra fraudes bancárias
Serviço gratuito vale para pessoas físicas e empresas e já está disponível no portal do Banco Central.
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Por Redação InfoDot
12/3/20254 min read
Pensar em segurança financeira é pensar também em prevenção, antes mesmo que qualquer dano aconteça. Em um cenário de golpes cada vez mais sofisticados, bloquear riscos na origem tornou-se prioridade. Nesse contexto, o Banco Central apresentou uma nova ferramenta voltada à proteção direta do cidadão.
Na segunda-feira (1º), o BC oficializou o lançamento do BC Protege+, serviço gratuito que permite a pessoas físicas e jurídicas comunicarem ao Sistema Financeiro Nacional que não autorizam a abertura de contas nem sua inclusão como titulares ou representantes em registros bancários.
A funcionalidade abrange contas correntes, contas de poupança e contas de pagamento pré-pagas. A vedação vale tanto para novas relações em instituições onde o CPF ou CNPJ ainda não possua vínculo quanto para tentativas de abertura em bancos nos quais já exista alguma conta ativa em nome do usuário.
Conforme explicou o BC, a ferramenta adiciona uma etapa extra de segurança, sem eliminar os procedimentos obrigatórios já exigidos das instituições financeiras, que continuam responsáveis por verificar a identidade e a autenticidade das informações fornecidas por seus clientes.
A iniciativa integra um pacote de ações desenvolvidas em conjunto com órgãos públicos e representantes do setor financeiro, com foco em fortalecer a prevenção a fraudes e coibir o uso de dados ou identidades falsas para abertura de contas no Sistema Financeiro Nacional.
Para Maria Clara Roriz Haag, do Departamento de Atendimento Institucional, a solução atende uma demanda direta da população. “O BC Protege+ vai ao encontro de uma demanda da sociedade e reforça o compromisso do BC em garantir mais segurança e transparência para os cidadãos em suas interações com o sistema financeiro”, afirmou.
Qualquer pessoa física ou empresa pode habilitar a proteção, desde que possua uma conta gov.br classificada nos níveis prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada. O acesso é realizado a partir da área logada do Meu BC, disponível no site do Banco Central pelo caminho “Serviços, Cidadão, Meu BC”.
Haag ressaltou que a opção só entra em vigor após manifestação ativa do usuário. “É importante destacar que a ativação da proteção não é automática. Os cidadãos, que desejarem ativar o serviço, deverão acessar o BC Protege+ e fazer essa opção. A jornada é simples e intuitiva e o serviço é on-line, portanto, a ativação ou a desativação tem efeito imediato no sistema”, explicou.
Uma vez escolhida a opção, a decisão fica registrada na base de dados do Sistema Financeiro Nacional. Antes de abrir contas ou incluir titulares ou representantes, bancos e demais instituições autorizadas precisam consultar obrigatoriamente o sistema para verificar se a proteção está ativada.
O BC destacou, ainda, que as informações devem ser utilizadas exclusivamente para as finalidades previstas, com garantia de sigilo, tratamento adequado e posterior descarte dos dados pessoais, em conformidade com a legislação vigente de proteção de dados.
Também é permitido ao cidadão acompanhar quais instituições acessaram seu CPF ou CNPJ e a razão dessas consultas, seja para abertura de conta ou inclusão como titular ou representante. Essa verificação pode ser feita pela área “Histórico de Consultas”, disponível dentro do próprio sistema.
Quando o bloqueio estiver ativo no BC Protege+, as instituições ficam impedidas de abrir novas contas ou de cadastrar o usuário como titular ou representante em contas já existentes, devendo informar que a proteção está habilitada. Caso o cidadão queira prosseguir com alguma dessas operações, será necessário desativar temporariamente o serviço.
Para habilitar a ferramenta, o Banco Central orienta: acessar a área logada do Meu BC pelo caminho “Serviços, Cidadão, Meu BC, BC Protege+”, entrar com a conta gov.br prata ou ouro com verificação em duas etapas, escolher a opção BC Protege+ no menu ou no card principal e, na tela inicial, selecionar a ativação da proteção.
No caso de empresas, o procedimento precisa ser realizado por sócio, representante ou colaborador devidamente cadastrado no módulo de pessoas jurídicas da plataforma Gov.br. O responsável deve seguir o mesmo caminho de acesso, autenticar-se com conta gov.br prata ou ouro, clicar em BC Protege+, selecionar a empresa em “Selecionar dados do titular” e, por fim, optar pela ativação ou desativação do serviço.
Se a empresa desejar abrir uma nova conta bancária, todos os seus titulares e representantes deverão manter seus CPFs com a proteção momentaneamente desativada.
Em um ambiente digital cada vez mais exposto, prevenir-se tornou tão essencial quanto reagir a golpes.






