(Imagem: Divulgação/Amazon)

Velocidades maiores que a Starlink? Nova antena da Amazon promete isso e mais

A Amazon inicia testes do Leo Ultra e reposiciona o antigo Project Kuiper como Amazon Leo.

MERCADOTECNOLOGIA

Por Redação InfoDot

11/26/20253 min read

A busca por conexão estável em qualquer lugar se tornou uma exigência estratégica para empresas e governos, sobretudo em operações remotas. É nesse cenário que a Amazon decidiu intensificar sua presença no setor de banda larga via satélite ao revelar o Leo Ultra, antena que inaugura oficialmente o serviço Amazon Leo. O anúncio foi feito na última segunda-feira (24) e marca a transição do já conhecido Project Kuiper para sua nova identidade comercial.

Com mais de 150 satélites já posicionados em órbita, a companhia informa que os testes do sistema estão em andamento e voltados principalmente a organizações que dependem de comunicação contínua. A proposta é atender frentes como energia, logística, transporte e agricultura, setores que enfrentam limitações de cobertura em áreas afastadas das redes tradicionais.

A grande aposta do programa é o desempenho do Leo Ultra, terminal projetado para alcançar até 1 Gbps de download e 400 Mbps de upload, números superiores ao serviço premium da Starlink, limitado a cerca de 400 Mbps. A antena tem 20 por 30 polegadas, não utiliza partes móveis e foi desenvolvida para suportar chuva intensa, ventos fortes e variações severas de temperatura. Segundo a Amazon, o equipamento é atualmente o terminal comercial mais veloz em produção.

Outras versões também estão previstas. O Leo Pro, com 11 polegadas, deve entregar até 400 Mbps, enquanto o Leo Nano, com 7 polegadas, foi planejado para atingir até 100 Mbps. Os três modelos foram pensados para atender demandas distintas, de grandes operações a aplicações compactas.

O serviço ainda inclui recursos que reforçam a segurança e a gestão da conectividade, como criptografia avançada, monitoramento de rede e suporte técnico ininterrupto. Um ponto considerado estratégico pela empresa é a integração direta com a AWS, que permitirá enviar dados de ambientes remotos para nuvens privadas sem passar pela internet pública.

A Amazon também planeja disponibilizar conexões privadas direcionadas a data centers, agilizando a implantação de infraestrutura em comparação a circuitos convencionais. Unidades do Leo Pro e do Leo Ultra já foram encaminhadas a parceiros selecionados enquanto a companhia avança na preparação para a estreia comercial do serviço no próximo ano.

Mesmo diante de fortes concorrentes, a movimentação da Amazon reforça que a corrida pela conectividade global está apenas no começo.

Nada evolui mais rápido do que a necessidade humana por comunicação eficiente.

(Imagem: Divulgação/Amazon)

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