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Vendas no varejo caem 0,8% em julho com recuo disseminado em 20 estados brasileiros
Retração mensal interrompe o avanço de junho, mas volume total de vendas preserva alta acumulada de 1,8% no ano e de 1,2% na comparação com julho de 2025.
VAREJOECONOMIAMERCADO
Por Redação InfoDot
9/15/20263 min read
A atividade comercial brasileira apresentou uma desaceleração no início do segundo semestre, registrando retração de 0,8% no volume de vendas em julho na comparação com junho, com ajuste sazonal. De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a perda de ritmo atingiu cinco das oito atividades do varejo restrito e provocou queda nas vendas em 20 das 27 unidades da Federação. A retração interrompe o crescimento de 0,3% verificado no mês anterior e mantém a média móvel trimestral praticamente estável, com variação de -0,1%. Na comparação interanual contra julho de 2025, o indicador preservou saldo positivo ao avançar 1,2%, embora abaixo da alta de 2,8% computada em junho. No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, o setor sustenta expansão de 1,8%, registrando taxa de 1,6% em 12 meses.
A maior pressão negativa do mês derivou do segmento de móveis e eletrodomésticos, cujas vendas recuaram 4,9% na margem, assinalando a maior retração mensal da categoria desde dezembro de 2023 (-6,6%). O resultado encerrou uma sequência de quatro meses consecutivos de alta no confronto anual, fechando julho com queda de 3,7% contra o mesmo mês de 2025. Outros recuos relevantes em julho foram anotados nos grupos de livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%), tecidos, vestuário e calçados (-2,7%), artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%). Na direção oposta, registraram variação positiva os segmentos de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,6%), equipamentos de escritório, informática e comunicação (0,6%) e combustíveis e lubrificantes (0,3%). O setor farmacêutico manteve trajetória de expansão sustentada ao completar 41 meses seguidos de crescimento na comparação anual (+4,7%).
No mapeamento regional, Amapá e Tocantins lideraram as perdas mensais, ambos com redução de 2,5%, seguidos por Mato Grosso (-2,2%). Por outro lado, apenas seis estados registraram crescimento, com destaque para o Espírito Santo (+3,0%), Sergipe (+1,3%) e Rondônia (+1,1%), enquanto Alagoas permaneceu estável. No varejo ampliado, que incorpora veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de alimentos, o volume de vendas apresentou recuperação ao subir 0,4% em julho frente a junho e 1,8% ante julho de 2025. O desempenho do indicador ampliado foi impulsionado pelo setor automotivo, que avançou 0,3% na margem e 5,0% na comparação anual, enquanto o segmento de material de construção registrou alta mensal de 0,7%, embora acumule retração de 2,0% frente ao mesmo período do ano passado.
A disseminação das baixas regionais e setoriais reflete a menor tração do consumo das famílias no período, embora os indicadores acumulados no ano garantam terreno positivo para a atividade varejista.






