

Vivo alcança valor de mercado superior ao da Telefónica pela primeira vez
A operação brasileira fechou a semana passada avaliada em R$ 118 bilhões, superando os R$ 117 bilhões da holding espanhola em um marco inédito para o grupo.
MERCADOBUSINESS
Por Redação InfoDot
1/27/20262 min read
Em mercados financeiros, símbolos importam tanto quanto números, porque traduzem confiança, expectativas e visão de futuro. Foi nesse cenário que a Vivo alcançou um feito inédito ao ultrapassar, em valor de mercado, a sua própria controladora europeia.
Na semana passada, a operadora brasileira encerrou o pregão avaliada em R$ 118 bilhões, acima dos R$ 117,7 bilhões atribuídos à Telefónica, que fechou o dia 22 de janeiro com capitalização de € 18,8 bilhões. É a primeira vez na história que a subsidiária listada em São Paulo supera a holding espanhola nesse indicador.
A diferença entre as duas companhias também aparece no desempenho recente das ações. Nos últimos 12 meses, os papéis da Telefónica acumularam queda de 13%, enquanto a Vivo registrou valorização de 40%, evidenciando trajetórias opostas dentro do mesmo grupo.
Embora detenha cerca de 77% da operação brasileira, seu segundo maior mercado, a Telefónica apresentou desempenho inferior ao do setor. Em 2025, as ações da companhia ficaram abaixo do índice europeu de telecomunicações Stoxx 600, que avançou 8,6% no ano, e também renderam menos que o principal índice da bolsa de Madri, líder de ganhos na Europa no período.
A percepção negativa dos investidores se intensificou a partir de novembro, quando a empresa anunciou cortes no pagamento de dividendos e revisou para baixo a projeção de fluxo de caixa livre. As decisões reforçaram dúvidas sobre a solidez financeira do grupo e sobre sua capacidade de sustentar a estratégia de longo prazo.
Esse contexto ampliou a pressão sobre Marc Murtra, que assumiu a presidência executiva em janeiro de 2025. Indicado pelo governo espanhol, que possui aproximadamente 10% da operadora, o executivo acelerou a saída de mercados latino-americanos de baixo desempenho, promoveu cortes agressivos de pessoal e substituiu parte da alta administração desde que chegou ao comando.
No fim, o episódio reforça como confiança do mercado e execução estratégica caminham juntas na construção de valor.






